Política
CGJ recebe den�ncia contra juiz
Uma semana após o Sindicato dos Agentes Penitenciários de Alagoas (Sindapen/AL) convocar a imprensa e denunciar que o juiz titular da 16ª Vara Criminal da Capital ? Execuções Penais, José Braga Neto, favorecia membros de facções criminosas dentro dos presídios através do trabalho do seu filho, o advogado Hugo Braga, a categoria decidiu, na manhã de ontem, representar o magistrado oficialmente na Corregedoria Geral da Justiça de Alagoas (CGJ). ?Este documento precisava ser formalizado, desde a denúncia que fizemos na mídia. A sindicância já foi aberta há alguns dias atrás e este documento visa subsidiar o pessoal da comissão da sindicância?, informou o presidente do sindicato, Kleyton Anderson. Segundo ele, ao falar sobre a denúncia mais casos surgiram e foram levados para o sindicato. ?Quando apareceu a denúncia na mídia, íamos protocolar no outro dia na Corregedoria. Mas aconteceu que chegaram novas informações técnicas de advogados e pessoas que tinham mais informações a repassar e que aumentam as provas e laços que existem do juiz, do filho e dos presos. A gente demorou este tempo para adicionar e repassar estes novos fatos para subsidiar as investigações?, disse. O presidente declarou, também, que o advogado, que é filho do juiz, supostamente já havia atuado com o advogado oficial dos presos em um caso na 15ª Vara, de um apenado muito conhecido do Primeiro Comando da Capital (PCC). ?Ou seja, comprova que ele já foi advogado deste preso, oficialmente. E este outro advogado que está na procuração é o que atua hoje nos processos que o filho praticamente assina?, revelou. Kleyton salientou que não existe rixa com a a atuação do filho do magistrado. ?Vale deixar claro que o advogado pode trabalhar para qualquer preso, para qualquer facção. O problema é o pai, que é juiz de execuções penais, continuar nos casos. Porque é total tráfico de influência. Não pode existir do filho ser advogado de um preso e o pai continuar julgando, fazendo alvarás, transferências. Isto comprova total falta de respeito com o Código de Processo Penal e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que tem uma resolução que proíbe tal prática? , ressaltou. O Sindapen/AL também recorrerá ao CNJ e irá apresentar as mesmas acusações e cobrará providências administrativas igualmente às que foram protocoladas na Corregedoria, na manhã de ontem.