Política
Mutir�o acelera 2,4 mil processos
Começou ontem o mutirão promovido pela Defensoria Pública do Estado para agilizar os 2.485 processos de presos provisórios detidos no sistema prisional e tentar prevenir que os problemas que vêm acontecendo nos presídios da região Norte e no Rio Grande do Norte se repitam aqui. As ações fazem parte do programa Defensoria no Cárcere iniciado em 2015 e segundo o defensor público geral do Estado, Ricardo Melro, apesar do clima tenso, em Alagoas é praticamente impossível que a mesma situação aconteça em Alagoas por conta do trabalho que sendo desenvolvido no Estado. De acordo com a Secretaria de Ressocialização (Seris), os 2.485 processos representam 56% de todos os presos do Estado. Participam do projeto 10 defensores públicos que utilizarão uma listagem repassada pelo Tribunal de Justiça (TJ), para peticionarem nas ações já existentes, reforçando os pedidos anteriores ou realizando novos pedidos. Durante o último sábado (14), a Defensoria promoveu uma ação no Presídio do Agreste, que teve como saldo a revisão processual de 143 presos da unidade. Segundo o defensor público geral, a população deve ficar tranquila com as revisões processuais realizadas porque o projeto não acontece por conta das rebeliões e sim como uma maneira de libertar as pessoas que não deveriam estar no sistema prisional. ?As pessoas pensam em deixar os presos se matarem, mas tem muita gente ali que não foi julgada e pode ser inocentada, tem gente ali mesmo que foi pega em um Lei Seca e por não ter dinheiro para pagar a fiança, está presa esperando uma decisão do Tribunal e pode morrer nisso aí, então não é por esse caminho?, afirma. *Sob supervisão