Política
MP faz buscas em prefeituras
Arapiraca ? Dez dias após deflagrar uma operação para investigar supostos desvios de recursos públicos no município de Santana do Ipanema, o Grupo Especial de Combate a Organizações Criminosas (Gecoc) do Ministério Público Estadual estendeu as investigações aos municípios de Pão de Açúcar e Maravilha. Na manhã de ontem, em parceria com a Secretaria de Segurança Pública e com a Polícia Militar, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão expedidos pela 17ª Vara da Capital. A ação tem como objetivo investigar se os ex-prefeitos de Maravilha, Luiz Martins Marques, e de Pão de Açúcar, Jorge Dantas, celebraram contratos fraudulentos durante o período que comandaram a prefeitura. O Ministério Público Estadual suspeita que os ex-gestores teriam chefiados esquema semelhante ao que está sendo investigado no município de Santana do Ipanema. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas sedes das secretarias municipais de Finanças, Administração e Cultura, e ainda nos setores de contrato e de licitação, além das residências dos dois ex-prefeitos. Diferente da operação em Santana, que culminou com a prisão temporária do ex-prefeito Mário Silva e de outras duas pessoas ligadas a ele, na ação deflagrada ontem não houveram presos. A justificativa é de que não houve resistência ao cumprimento dos mandados. De acordo com o teor de um dos mandados, o Gecoc está em busca de documentos referentes a processos licitatórios, dispensa de licitação, pagamentos, instrumentos pactuais e demais elementos probatórios relativos à contratação de estruturas para palco, iluminação, som, projeção, banheiros químicos e gerador de energia elétrica, para festas populares e cívicas. Além disso, também foram apreendidas documentações referentes ao aluguel de veículos. Conforme a assessoria, os documentos poderão trazer provas de que Luiz Martins Marques e Jorge Dantas cometeram crime de peculato, se apropriar ou desviar dinheiro ou bem público em benefício próprio ou de outra pessoa, durante o exercício do mandato de prefeito entre os anos de 2013 e 2016. Caso eles sejam julgados, poderão ser sentenciados a até 12 anos de prisão e pagamento de multa. As investigações do Gecoc e da promotoria do município começaram no início deste mês e o prejuízo aos cofres públicos podem chegar a casa dos milhões de reais.