Política
Recursos do Fundo Penitenci�rio dormem nos cofres p�blicos
Pedro Montenegro também fez críticas à liberação dos recursos do Fundo Penitenciário no apagar das luzes de 2016. ?Esse recurso, o presidente Temer tinha que empenhar, por isso autorizou no final do ano. Mas a verba passou o ano inteiro parada. A crise nos presídios é também um problema de gestão?, ressaltou, dizendo que os investimentos em ressocialização não acompanharam a elevação da população carcerária do País. ?A superlotação não permite que ocorra uma intervenção do Estado no sentido da ressocialização. Hoje, o Estado não controle os presídios?. Montenegro relembra que o Primeiro Comando da Capital (PCC) surgiu em São Paulo, na década de 1990, como reação dos detentos por respeito aos direitos humanos. ?O PCC surgiu a partir do próprio Estado e do tratamento degradante que era dado ao preso. O PCC nasceu de um movimento em defesa dos direitos dos presos?, salientou. O especialista cita a socióloga Camila Dias, que em outubro do ano passado, já alertava para o risco de carnificina dentro das unidades prisionais do Norte do País, devido à quebra de um acordo entre o PCC e o Comando Vermelho, do Rio de Janeiro. Segundo a pesquisadora, as duas facções tinham um pacto com objetivo de favorecer a entrada de drogas e armas no País, assim como de proteger presos de cada grupo em presídios dominados pelo rival. Mas, desde meados de 2016, o pacto começou a ser rompido na região do Norte e a quebra do acordo já indicava que os conflitos entre as duas facções poderiam se alastrar pelo País.