Política
Poderes querem mais recursos
O texto base que serve para orientação dos gastos do governo do Estado em 2017, aprovado pela Assembleia Legislativa (ALE), já aponta a realidade financeira de cada segmento da gestão do governador Renan Filho (PMDB) este ano. O gargalo, porém, continua sendo os duodécimos dos poderes que consomem parte significativa dos R$ 10,2 bilhões previstos. E ainda assim não agradam aos respectivos gestores. Isto porque, assim como o próprio Executivo, consomem mais da metade dos repasses com o pagamento de pessoal. Por esta razão, os próximos dez dias serão fundamentais para que Renan Filho, junto com sua tropa de choque, formada pelo secretário estadual da Fazenda, George Santoro, e o secretário Christian Teixeira, consigam conter a ânsia por mais recursos dos poderes. Tanto a Assembleia Legislativa, que terá (R$ 199,3 milhões), Tribunal de Contas (R$ 89,8 milhões), Tribunal de Justiça (R$ 424, 2milhões) e o Ministério Público Estadual (R$ 138, 6 milhões), pressionam por mais recursos. Destes, só a ALE não possui um plano de gestão clara e que justifique com clareza as razões para o reajuste. Já os demais possuem estudos, projetos e um direcionamento que apontam a necessidade de prestar melhores serviços e ampliá-los para o interior. Ainda assim, os cálculos do governo indicam que só será possível garantir de forma isonômica apenas 6% a mais sobre os valores propostos no anterior. Mesmo reconhecendo que cada poder pediu suplementações financeiras, o governo alerta que nos cofres não ficarão grandes aportes para manter o funcionamento das máquinas acessórias. Conforme o que foi apresentado na LOA, a expectativa é a existência de R$ 7 milhões de contingência, outros R$ 1,05 milhões de encargos a serem repassados aos municípios e dos próprios encargos do Estado, R$ 1,7 milhão, que são supervisionados pela Sefaz.