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Bancada federal de Alagoas fecha 70% com Michel Temer

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A relação da bancada federal alagoana com o governo do presidente Michel Temer, na Câmara dos Deputados, de quando ainda era interino e até sua efetivação com a queda de Dilma Roussef, sempre foi crescente. Mas chegou ao seu ápice após a revelação dos votos a favor da cassação da petista, no plenário, em 2016. A migração gradativa para o governo que se formava, avaliada como ?traição? pelos petistas mais ortodoxos, logo se tornou visível para todo o País, quando os deputados Maurício Quintella (PR) e Marx Beltrão (PMDB) se tornaram ministros do Transporte, Portos e Aeroportos, e do Turismo, respectivamente. Fosse por sobrevivência ou conveniência, o fato é que dali em diante todos os demais, com exceção de Ronaldo Lessa (PDT) e Paulo Fernando do Santos, o Paulão (PT), se tornaram naturalmente base do governo de forma ?topada?. Quem manteve essa tendência, por exemplo, foram os suplentes Val Amélio (PRTB), enquanto ocupou a cadeira de Cícero Almeida (PMDB) durante seu afastamento para a campanha eleitoral de 2016, votou 100% nas matérias de interesse do governo. A mesma postura foi adotada por Nivaldo Albuquerque (PRP), que aparece com 95% de apoio, por meio das votações em favor do governo. Pelo menos em sete delas ele se posicionou contrário. Quem revela em detalhes a atuação de cada parlamentar é o site Estadão Basômetro, que traz inclusive em quais matérias os deputados fecharam com o Palácio do Planalto ou romperam momentaneamente. Dos que ainda estão em plenário, a deputada Rosinha da Adefal (PTdoB) foi apontada como tendo aprovado 100% das matérias encaminhadas por Temer. Antes de assumir a vaga, ela já havia feito parte do governo, quando ocupou a Secretaria Nacional da Pessoa com Deficiência. Em seguida, com o afastamento de Marx Beltrão, ela assumiu a suplência e se mantém fiel. Como um quadro nacional da causa das pessoas com necessidades especiais, Rosinha segue abrindo espaços, dentro e fora do Estado. Para isso, considera que um dos caminhos é apontar na direção do governo em reconhecimento a confiança que recebeu. Bem próximo dela, conforme aponta o Basômetro, do Estadão, está o deputado federal Pedro Vilela (PSDB), que teve 99% de apoio às propostas governistas, só se posicionando uma única vez de forma contrária ao governo. Ouvido pela Gazeta, na última sexta-feira, Vilela relembrou um pouco sua trajetória e se definiu como uma parlamentar independente, em especial no início de seu mandato, quando o País era governado por Dilma Rousseff.

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