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DEMARCA��O DE TERRAS IND�GENAS DEVE REFLETIR EM AL

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Arapiraca ? As recentes mudanças na legislação da demarcação de terras indígenas não foi surpresa para lideranças da etnia em Alagoas. No último dia 18, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, assinou a portaria número 80, que estabelece a criação de um Grupo Técnico Especializado (GTE) para reavaliar os processos de demarcação que estão em andamento, o que ? em outras palavras ? se constitui em mais uma barreira a ser vencida pelos indígenas que lutam pelos direitos de viverem nas terras que eram ocupadas por seus ancestrais. O cacique Vicente Celestino, da tribo Waconã Kariri Xucuru, de Palmeira dos Índios, não tinha conhecimento sobre a nova portaria na semana passada, mas também disse que não se sentia surpreendido. ?Infelizmente, quem está no poder só atrapalha. Cada passo à frente, eles nos puxam dois passos para trás?, afirmou o cacique, que é líder da Aldeia-Mãe Serra da Capela. De acordo com ele, a disputa para que aproximadamente 5 mil indígenas no município tenham direito a 7 mil hectares de terra do território de Palmeira dos Índios é tão antiga que atualmente não está mais em primeiro plano. ?Não desistimos da luta, que começou com nossos antepassados, que nada mais é a devolução de terras que são nossas por direito. Mas nos preocupamos também com outras questões, como Saúde e Educação, e hoje também com o abastecimento de água?, declarou. O processo de demarcação das terras Waconã Kariri Xucuru era um dos que estava mais avançado em Alagoas. Iniciado na década de 1930, chegou a ser homologado, em caráter liminar, por um juiz federal no ano de 2015, mas assim como todos os outros processos do País, está paralisado por decisão do governo federal.

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