Política
Dantas é reeleito na ALE em votação tumultuada
A falta de habilidade política dos deputados governistas, na Assembleia Legislativa Estadual (ALE), por pouco não impôs uma derrota, na tarde de ontem, ao governador Renan Filho (PMDB), ainda na votação do 1° turno para a presidência da Mesa Diretora. Depois, na escolha dos integrantes dos demais cargos de comando da Casa, ficou claro que a força palaciana a cada ano é menor, já que a oposição conseguiu ocupar as principais cadeiras. Inicialmente, até 24h antes do processo, Luiz Dantas era tido como único candidato. Mas na hora do escrutínio teve que enfrentar Bruno Toledo (PROS) e Rodrigo Cunha (PSDB). Quando a urna foi aberta, Dantas obteve 13 votos e Bruno 12, além de Cunha que teve o próprio voto. Na prática, Dantas só não perdeu porque o deputado Pastor João Luiz (PSC), eleitor da oposição, esteva ausente e Cunha manteve sua candidatura. Sem ter sido eleito com a maioria simples dos votos, houve a necessidade de se realizar uma votação em 2° turno, fato inédito no parlamento alagoano nos últimos 30 anos. Nesta, Luiz Dantas obteve 15 votos e Bruno 11 votos. Depois de quase ter enfrentado um vexame na Casa, os deputados governistas surgiram com uma nova estratégia. Ela implicava em ?embolar? a escolha dos demais cargos para a Mesa Diretora, porque na chapa única haviam nomes do ?Grupo dos 12?, que reconhecidamente fazem oposição ao governo na ALE. Foi quando o deputado Olavo Calheiros (PMDB) alertou o presidente Luiz Dantas de que tramitava um requerimento do deputado Bruno Toledo para que a eleição fosse ?fatiada?, ou seja, cargo por cago. Diante disso, Olavo Calheiros orientou Dantas e chegou a pedir o adiamento da votação para esta quinta-feira. ?Diante deste requerimento, para que não haja contestações e que possamos conduzir o processo com tranquilidade, proponho o adiamento da votação?, disse Olavo, sendo apoiado pelo ex-primeiro secretário, Isnaldo Bulhões (PDT). Luiz Dantas, neste momento, não só confirmou a existência do recurso como chegou a apoiar a proposta de Olavo para adiar a votação.