Política
Repatria��o melhora indicadores fiscais
O repasse aos estados do programa de repatriação deu grande contribuição para o resultado primário dos governos regionais. Segundo informações do jornal Valor Econômico, os 27 estados fecharam 2015 com deficit primário de R$ 3,62 bilhões. Mesmo com o impacto da crise sobre os estados, no ano passado o deficit foi praticamente o mesmo ? R$ 3,63 bilhões ? e, dentre as 27 unidades federativas, o número de estados no vermelho caiu de 13 para 10. O resultado leva em consideração os dados declarados nos relatórios relativos a 2016 e as despesas empenhadas até o fim do ano passado. O Rio de Janeiro, que está em atraso na divulgação dos relatórios fiscais, é o único com dados apenas até outubro. Além de ter ajudado a elevar o resultado primário dos estados, a repatriação ? os recursos entraram nas contas dos governo regionais como receita de transferência ?, diz Santoro, também contribuiu para melhorar os indicadores fiscais medidos em relação à receita corrente líquida, como despesa de pessoal e endividamento. Segundo o secretário, a despesa de pessoal de Alagoas com repatriação é de 45,9% da receita líquida. Sem repatriação seria de 48,2%. O endividamento fechou em 102,95% da receita, mas sem a repatriação seria de 108%. ?Esses recursos podem ter distorcido os indicadores em vários estados?, diz.