Política
Servi�o p�blico concentra maiores sal�rios em AL
Trabalhadores empregados no setor público em Alagoas estão quase no topo da pirâmide de rendimentos salariais segundo Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que aponta um crescimento de 3% na média salarial do funcionalismo quando comparados o período de abril a junho de 2016 e julho a setembro do mesmo ano. Só perdem para o empregador. De acordo com a pesquisa, o rendimento médio real habitual [aquele em que não há descontinuidade] passou de R$ 2.193, no trimestre de abril a junho, para R$ 2.260, entre julho a setembro do ano passado. Os dados são os mais recentes e neles estão incluídos os servidores públicos estatutários e militares de todas as esferas ? federal, estadual e municipal. Em 2015, no período de julho a setembro, a média salarial do funcionalismo era de R$ 2.257. Os empregadores aparecem no topo da pirâmide, com rendimento médio real habitual, no mesmo período, de julho a setembro de 2016, de R$ 4.090. Estes, porém, tiveram um decréscimo nos vencimentos, que em abril a junho do ano passado eram de R$ 4.484, ou seja, uma queda de 8,8%. PODER DE PRESSÃO No Estado, onde servidores públicos estaduais travam o início do que pode ser uma queda de braço com o governo, a briga por reajuste salarial, o economista e professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) Cícero Péricles explica por que os servidores públicos aparecem entre os trabalhadores com melhores salários. ?Os servidores possuem um nível de escolaridade bem maior e, portanto, de renda também maior. As prefeituras de Alagoas empregam 140 mil funcionários. O Estado, 60 mil e existem entre 18 a 20 funcionários públicos federais. Esse pacote de servidores tem um grau de escolaridade infinitamente superior, por exemplo, ao conjunto de assalariados restante. Se você tratar por segmentos, os trabalhadores da indústria, comércio, agricultura, todos perdem para o serviço público?, explica o economista. O segundo aspecto, ressalta Cícero Péricles, além do grau de escolaridade, é o fato de os servidores estarem sempre no mesmo lugar nas suas instituições, o que lhes asseguram uma capacidade maior também de de mobilização e de pressão do que as outras categorias. ?Por exemplo: os sindicatos de professores, de policiais, de médicos, dos urbanitários, dos bancários, que trabalham no setor público, são muito mais ativos e representativos. Portanto, mais reivindicativos conseguem fazer pressão junto ao setor público para aumentar sua renda?, afirma o economista.