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Vetos do Executivo trancam pauta da ALE

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Depois de falar em tom conciliador durante sessão de reabertura dos trabalhos na Assembleia Legislativa Estadual (ALE), o governador Renan Filho (PMDB) manteve a divergência com os deputados quanto ao aumento dos salários dos parlamentares, aprovado em dezembro passado. Ontem, o veto total que deu à matéria que reajustava os vencimentos de R$ 20 mil para R$ 25 mil chegou à ALE e foi lido juntamente com outras mensagens. Na sessão presidida pelo vice-presidente Francisco Tenório (PMN), também foi lido o veto total à Carteira Nacional de Habilitação (CNH) social, de autoria do deputado estadual Tarcizo Freire (PP). Segundo Tenório, o trâmite das matérias, neste momento, tranca a pauta da ALE. Mas caberá ao presidente Luiz Dantas (PMDB) nomear um relator especial para as matérias. ?Caberá ao presidente nomear um relator especial para a matéria, o quanto antes, para que a pauta não fique trancada por muito tempo. Em relação à matéria do reajuste, votei favorável em plenário e mantenho minha posição?, disse Tenório antecipando que votará pela derrubada do veto do governador. A questão salarial só não conta com o apoio de três parlamentares. Com isso, a matéria deverá representar a primeira derrota do ano para o governo do Estado. Isto porque o próprio presidente da Casa também é favorável ao reajuste. O tema é o único que une oposição e base do governo na ALE. Como a matéria recebeu o veto do Executivo, se derrubado na ALE, a própria Casa pode sancioná-la. Isso não quer dizer que a questão chegue ao seu final, uma vez que o governo também pode tentar rever o caso na Justiça. REPERCUSSÃO Sem matérias para deliberar em função do trancamento da pauta, os deputados entraram em mais uma polêmica. Desta vez o assunto em questão foi o pronunciamento do deputado Bruno Toledo (Pros), que defendeu o fim do Estatuto do Desarmamento. De acordo com o parlamentar, os números nacionais e locais da violência, mesmo com comprovada redução, demonstram que ?os bandidos? armados estão ?intimidando o cidadão?. ?A lei que versa sobre o armamento dá todo o poder à União, apesar de conhecermos as diferentes realidades. Aqui no plenário da ALE não defendo o armamento de forma generalista, sem critérios, mas sim um dispositivo que dê ao cidadão a oportunidade de ter uma arma?, disse Bruno. Imediatamente o tema tomou conta do plenário. O primeiro secretário, deputado Marcelo Victor (PSD), deixou a Mesa Diretora e foi ao plenário. Em seu aparte à fala de Toledo, ele chegou a dizer que se fosse detentor de poder ?daria arma para todo mundo?, declarou. Para justificar, ele ressaltou casos de violência e exemplificou citando o crime de estupro e emendou: ?As mulheres deveriam ter a oportunidade de se defender, de já crescer com esta mentalidade?.

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