Política
N�o h� provas, diz defesa de ex-prefeita
O juiz Geraldo Amorim, da 9ª Vara Criminal de Maceió, conduziu o julgamento ocorrido no Fórum da Capital, no Barro Duro. Pouco tempo antes de ser morto a tiros quando passava pela rodovia AL-450, em Anadia, Luiz Ferreira havia concedido entrevista a uma rádio da região. Questionado pelo radialista sobre seu futuro político, a vítima confirmou que seria candidato a prefeito. A investigação policial aponta que, pelo menos, duas pessoas teriam efetuado os disparos contra o vereador. Segundo a assessoria do Tribunal de Justiça, ?tendo em vista que os acusados Tiago Campos e Everton de Almeida não recorreram da decisão de pronúncia e Alessander Leal desistiu do recurso em sentido estrito interposto, decidiu-se pelo desmembramento dos autos em relação a esses réus. Os outros recorreram da pronúncia e aguardam o julgamento de seus pedidos pelo TJ/AL?. Sânia Tereza era acusada de cometer irregularidades à frente da gestão municipal e a morte de Luiz Ferreira teria sido queima de arquivo. À época, a Justiça em Anadia pronunciou os réus por homicídio triplamente qualificado e associação criminosa. ?FORÇA POLÍTICA? O advogado Raimundo Palmeira, que defende Sânia e o ex-marido dela, Alessander, disse que não há provas de crime político ou qualquer outra motivação que envolva seus clientes. ?Foram apresentadas três motivações diferentes durante o curso do processo. Sânia era uma força política nova que nascia em Anadia e ia contra inúmeras forças politicas tradicionais. A força nascente com a força de Sânia seria o dr Luiz. Quem eventualmente planejou e agiu dessa forma matou dois coelhos com uma cajadada só. A polícia preferiu se deitar sobre um suposto crime politico que caiu por terra?.