Política
PPA � aprovado sem discuss�o na C�mara
A Câmara Municipal de Maceió aprovou, ontem, em regime de urgência, o Plano Plurianual, elaborado pela prefeitura. No documento, estão expressas as diretrizes para as ações do Poder Executivo, com foco no exercício de 2017. A bancada do PMDB, que faz oposição na Casa, votou em bloco pela rejeição do projeto. A justificativa foi a falta de debate com a população. ?Nós não somos contra ao PPA. Nós somos favoráveis ao Plano Plurianual, desde que, evidentemente, ele seja debatido com as comunidades. Depois da discussão, a prefeitura deveria ter trazido para cá as propostas do que foi discutido em cada bairro para a gente saber o que é que a gente está votando. Não é chegar aqui, com uma ementa, de um dia para o outro, e a gente aprovar em regime de urgência. Só não queremos que o debate deixe de existir?, afirmou o vereador Silvânio Barbosa (PMDB). Para ele, seria necessário, antes da aprovação, verificar as diretrizes alcançadas pela prefeitura nos anos anteriores, já que o PPA engloba metas estabelecidas desde 2014. ?Seria importante a Casa saber o que o PPA, desde 2014, alcançou e o que falta alcançar este ano, para que a população de Maceió se sinta contemplada. E aquelas ações que a população não foram realizadas até aqui, que a gente possa cobrar para que a prefeitura realize. Infelizmente, por isso, a bancada do PMDB resolveu votar contrário?, explicou Silvânio Barbosa. ESSENCIAL O líder do governo na Câmara, vereador Eduardo Canuto (PSDB), defendeu a urgência da matéria, dizendo que o PPA é essencial para os planos da prefeitura este ano, a exemplo da reforma administrativa da Secretaria Municipal de Saúde, que deve entrar na pauta de votação da Câmara neste quarta-feira. ?Foi essencial o PPA ter sido aprovado em regime de urgência. Para que a prefeitura leve adiante a reforma administrativa, que criou um novo organograma no município, e também para aprovar a reforma na Secretaria de Saúde, foi preciso fazer algumas alterações no Plano Plurianual, no sentido de encaixar estas reformas?. Eduardo Canuto reforça a necessidade de aprovar a reforma administrativa da Secretaria Municipal de Saúde, dizendo que, com ela, os servidores efetivos serão valorizados e os recursos investidos nos cargos comissionados terão economia de 7%. ?A reforma da saúde cria um organograma que não existia?, salienta o vereador. ?Na verdade, tínhamos algumas funções precarizadas dentro do quadro. Esta reforma diminui também 7% dos recursos destinados aos cargos comissionados e estimula, através de funções gratificadas, os servidores efetivos, dando a eles papéis de protagonistas em ações exclusivas da própria secretaria?, completa ele.