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Política

Conquista rompe desigualdades de g�nero

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Andréa Pacheco de Mesquita, assistente social, professora adjunta da Faculdade de Serviço Social da Ufal e líder do Grupo de Pesquisa Frida Kahlo ? Estudos de Gênero, Femininos e Serviço Social, avalia que a data em que a mulher conquistou o direito do voto ?é um marco na história da democracia brasileira porque assegurou a mais da metade da humanidade o direito à cidadania política. Rompeu as desigualdades de gênero na política e possibilitou à mulher igualdade no âmbito formal?. Contudo, ela diz, ?romper a cultura patriarcal e machista a qual coloca o homem num lugar de dominação e a mulher num lugar de subalternidade é parte de uma desconstrução social, política e cultural realizada no dia a dia, com políticas públicas, com cotas, com uma educação igualitária, com respeitos às diferenças, sem transformar estas diferenças em desigualdades. E o fato de as mulheres não votarem baseava-se em diferenças biológicas e físicas que foram transformadas em desigualdades, colocando-as como inferiores, e consequentemente sem direito a uma cidadania política?, analisa a professora. A conquista do voto feminino no Brasil, na avaliação de Andréa Pacheco, trouxe a possibilidade de entrada da mulher na política como eleitora e como candidata a cargos políticos. ?O que por si só não garante às mulheres a real possibilidade de efetivação deste direito. A conquista é de um direito formal ? a lei é um instrumento importante, mas é a luta que pode concretizar este direito no cotidiano do povo brasileiro?, ela diz. E afirma que para vencer a barreira do preconceito é preciso ?construir uma nova cultura, a qual desde criança possamos conviver numa relação igualitária entre homens e mulheres. Educar para a cidadania, para o respeito ao diferente, para viver em liberdade. Para isso é urgente políticas públicas que possibilitem a entrada da mulher em espaços que historicamente foram ?masculinos?, cotas nos partidos e nos diversos espaços de poder. Precisamos realizar cursos, capacitações que discutam temas como: o patriarcado, o machismo, a violência contra a mulher, o Estado, os direitos sociais, políticos e econômicos, a política enquanto instituição, a liderança e as relações de poder?. EMPODERAMENTO A formação, destaca Andréa Pacheco, ?deve ter objetivo de empoderar as mulheres, possibilitando a elas a mesma igualdade de oportunidade que os homens. Construir uma cultura da participação, do engajamento político, da importância da juventude como força política do nosso País, do verdadeiro sentido da democracia e da necessidade de sermos sujeitos da história desde cedo?.

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