Política
ALE decide filtrar medidas de auditoria
Quase dois anos após o início da auditoria feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), na Assembleia Legislativa Estadual (ALE), o presidente da Casa, deputado Luiz Dantas (PMDB) revelou, na tarde de ontem, que se fosse cumprir o que foi proposto pela FGV não ficaria um servidor no Legislativo, por conta do número de irregularidades detectadas. ?Se eu fosse cumprir as exigências feitas pela FGV não ficava um funcionário na Casa. Aí tivemos que usar do bom senso e tomar uma posição mediana. Encaminhamos tudo para a procuradoria da ALE, que nos aconselhou e nós tomamos algumas providências?, revelou Dantas. Segundo o presidente, a folha da Casa foi reduzida ?significativamente? e, atualmente, a ALE tem se mantido com o que considerou ?parcos recursos?. No início da gestão da Mesa Diretora, a FGV foi contratada por R$ 2 milhões. A proposta era de que fossem divulgados relatórios, mas os dados nunca se tornaram públicos. Indagado sobre se, agora, depois das primeiras medidas tomadas os alagoanos conheceriam detalhes da caixa-preta da ALE, Luiz Dantas deixou a coletiva com a imprensa dizendo: ?e assim vai desse jeito...? A Gazeta buscou mais detalhes sobre o caso, mas não teve acesso ao relatório final. De acordo com algumas fontes, o motivo principal é que foram descobertas falhas em quase todos os setores da ALE. Os mais comuns envolvem a progressão de servidores sem os devidos trâmites legais. Nomeações baseadas em indicações e formação não comprovada para os cargos. Ou seja, há casos em que os diplomas apresentados não constam de registros e outros que sequer foram anexados.