Política
Bancada federal de AL � contra PEC de Reforma da Previd�ncia
O governo federal tem pressa. Quer ver aprovada o quanto antes a reforma da Previdência Social, anunciada como ?salvação? para o sistema criado para garantir proteção ao trabalhador, ao funcionário e seus dependentes ou beneficiários, na doença, velhice, no desemprego. As mudanças são profundas e mexem com a vida de quem um dia sonhou em alcançar a almejada aposentadoria. Não por acaso quem vai votar as medidas num ano pré-eleitoral caminha com a máxima cautela para não correr o risco de ter a eleição ameaçada caso as modificações sejam aprovadas do jeito que foram enviadas ao Congresso Nacional na forma de Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, que trata da reforma. A rejeição a artigos da proposta encontra eco até mesmo entre aliados do presidente Michel Temer. Na oposição ao governo, a certeza é de que a reforma não passará em sua íntegra. Parlamentares que discordam do projeto do jeito que foi encaminhado pelo governo ao Congresso consideram boa parte das medidas, sobretudo a que mexe com o tempo de aposentadoria, danosas ao trabalhador. Os partidos preparam emendas para mudar artigos da PEC. A bancada federal de Alagoas acompanha e se posiciona acerca da proposta polêmica, em vias de ir à votação. O deputado federal Paulo Fernando dos Santos, o Paulão (PT), é enfático ao dizer que é contrário à reforma. ?Na realidade não é uma reforma. É o desmonte da Previdência?, ele diz, para justificar sua opinião. O Partido dos Trabalhadores, segundo ele, ?está apresentando emendas de uma forma coletiva. Vários itens já foram apresentados, relativos à aposentadoria, um deles o que o Temer tenta penalizar o trabalhador rural. Volto a dizer: não é uma aposentadoria, é uma pena de morte para um trabalhador que ingressa no mercado logo cedo, num trabalho braçal, num clima tropical como o nosso, querer que ele permaneça até 60, 65 anos de idade trabalhando?.