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MP quer c�pia de auditoria da FGV realizada na ALE

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A repercussão em torno da auditoria da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que segundo o presidente da Assembleia Legislativa Estadual (ALE), deputado Luiz Dantas (PMDB), aponta irregularidades envolvendo ?todos? os servidores, chegou ao Ministério Público Estadual (MP). Ainda na semana passada, o procurador-geral de Justiça, Alfredo Gaspar de Mendonça, confirmou que o órgão quer ter acesso ao documento para também realizar um levantamento detalhado sobre os fatos apurados. A intenção do MP é conhecer detalhes da ?caixa-preta? da ALE, que sempre perdurou no Legislativo ao longo dos anos. De acordo com o que revelou o presidente da Casa, a FGV não só detectou os problemas como teria feito diversas recomendações. Foi exatamente isso que implicaria, de acordo com o que Dantas revelou, no afastamento de todos os servidores da ALE. Na mesma oportunidade em que confirmou o fato aos jornalistas, Dantas disse ter optado pela prudência e encaminhou a vasta documentação para a procuradoria da ALE. A missão, agora, é do procurador Diógenes Tenório. Caberá a ele observar todos os dados, confrontá-los com a legislação e valendo-se do que interpretar e orientar a Mesa Diretora. DIVISOR A auditoria da FGV foi contratada por R$ 2 milhões e tinha por objetivo, entre outras coisas, ser um ?divisor de águas? entre a gestão de Dantas e as demais. Tanto que foi apoiada pelos parlamentares que ao seu lado compuseram a gestão 2015/2016. O problema é que o levantamento foi tão rigoroso e detalhado que acabou respingando em muitas situações administrativas, políticas e, principalmente, de desconformidade com a lei. De acordo com o que a Gazeta apurou, são nomeações, progressões e enquadramentos funcionais que ao longo dos anos ocorreram a partir da influência e força política dos indicados. Na maioria dos casos, mesmo sem uma definição de um Plano de Cargos e Carreiras (PCC), a ascensão funcional e financeira ocorreram e se consolidaram com o tempo. Outra dúvida é quanto à presença e o desempenho regular das funções na ALE. Diante de tantas especulações e, em alguns casos suspeitos, o que foi apurado deveria ter sido tornado público, como era a intenção da própria Mesa Diretora ao contratar a auditoria. Agora, diante das atuais revelações e baseado na Lei nº 12.527/2011 de acesso à informação, as conclusões deveriam ser de conhecimento público.

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