Política
Prefeitos apelam a ministros por ajuda
Evento concorrido realizado na Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) reuniu, ontem (13), autoridades políticas para discutir investimentos na área do turismo e os transtornos provocados pela estiagem em Alagoas. Entidades como a Associação dos Plantadores de Cana de Açúcar (Asplana) e a AMA relataram, através de documento entregue ao governador Renan Filho (PMDB) e ao ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, a crítica situação de trabalhadores alagoanos em decorrência da seca. Em ofício entregue ao ministro Helder Barbalho, a Asplana relata que o setor canavieiro enfrenta a pior crise das últimas décadas, que afeta pequenos e médios produtores de cana-de-açúcar. Também que a estiagem atingiu, diretamente, 57 municípios canavieiros e que o atual cenário é de total pessimismo sobre a próxima safra. Por isso, aproveitaram o momento para reivindicar ao governo federal a repactuação dos empréstimos a vencer em 2017 e financiamento para aquisição de insumos. O prefeito Jarbas Omena reforça que a situação dos plantadores de cana ainda é preocupante e, por isso, uma alternativa foi apelar para a bancada federal alagoana. ?É bastante preocupante porque a perspectiva dessa safra é que terá perda grande e, o pior, faltam recursos para que possam plantar, tratar, cuidar e moer. Não estamos pedindo para os grandes, estamos pedindo para os pequenos que são os proprietários, que vivem ele e a família e ainda geram 2 ou três empregos. Se você for ver a renda média dele, é de R$ 1500 por mês. Vive da terra?. Para o governo estadual, os plantadores de cana apelaram para que sejam adquiridas 3 mil toneladas de adubos a serem distribuídas entre os cinco mil fornecedores de até 1 mil toneladas de cana. ?A médio prazo, também solicitam apoio para criação de um programa para aquisição de mudas de cana-de-açúcar pelos órgãos governamentais; captação de água através de construções de barragens e pesquisa para obtenção de variedades tolerantes à seca?, diz trecho do ofício entregues às autoridades. Já a AMA enumerou os 37 municípios alagoanos castigados pela seca e solicitou, em caráter de urgência, dentre as medidas: o aumento em 50% da oferta de carro-pipa para consumo humano; criação de operação carro-pipa específica para consumo animal; recursos para compra de alimentação para animais durante um ano; incentivos aos produtores de leite através de subsídios; consignação permanente de R$ 400 mil do orçamento da União por município durante cinco anos e liberação imediata dos recursos dos projetos para melhoria e ampliação do sistema de abastecimento de água do semiárido alagoano.