Política
Professores param contra reformada Previd�ncia
Educadores de todo País param a partir de hoje por tempo indeterminado, em protesto contra a reforma da Previdência Social anunciada pelo governo federal e tida como um golpe contra as classes profissionais. A greve geral e por tempo indeterminado é liderada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e em Alagoas é comandada pelo sindicato da classe, o Sinteal. Das 50 entidades filiadas à CNTE, 49 confirmaram que paralisarão suas atividades a partir desta quarta, só retornando com a garantia de que a reforma não será aprovada pelo Congresso Nacional. Os profissionais da Educação ?puxam? também a mobilização nacional que reunirá os mais diversos sindicatos e movimentos sociais no Brasil na manhã de hoje, naquele que deve ser o maior protesto popular pós-impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Em Maceió, às 10 horas, sindicalistas se reúnem num ato público na Praça dos Martírios, de onde saem em caminhada até a Praça Dom Pedro II. A presidente do Sinteal, Maria Consuelo Correia, informou que são vários setores engajados na mobilização antirreforma da Previdência. ?A greve geral da Educação no País será o carro-chefe dessa manifestação. Deliberamos pela paralisação no nosso congresso, em janeiro?, ela diz, ao pontuar que a ?greve será geral e por tempo indeterminado, começando amanhã [hoje]?, diz. Engajados no protesto, de acordo com Consuelo, estão também ?os movimentos sociais, de luta pela terra, sindicatos de várias categorias. Vamos juntar campo, cidade, setor privado, economia mista, como urbanitários, que tratam da Casal [Companhia de Saneamento de Alagoas] e eletricitários [Eletrobras], transporte. Estamos convocando toda sociedade para se fazer presente nesse ato de amanhã?, ela diz, ao destacar que por enquanto está definida a greve geral apenas na Educação. Na segunda-feira, às 14h, na sede do Sinteal, segundo Consuelo, será realizada uma assembleia para avaliar a adesão à greve da Educação e os encaminhamentos e deliberações. ?A gente tem que barrar essa PEC [Proposta de Emenda Constitucional 6.789/201] que traz tanto prejuízo. Imagine nossos filhos, nossos netos, ter que começar a trabalhar com 16 anos para poder ter direito a se aposentar??, indaga. A líder dos educadores não visualiza outro caminho para a categoria que perde com a reforma perde a aposentadoria especial, a não ser a greve.