Política
ALE cobra a��o cont�nua para socorrer munic�pios
A reunião entre prefeitos e ministros na Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), na última segunda-feira, repercutiu ontem na Assembleia Legislativa Estadual (ALE). Para os parlamentares, muito mais que cisternas e carros-pipa, o importante é uma política de combate e convivência com a estiagem nos municípios alagoanos. O evento na AMA reuniu os ministros da Integração Nacional, Helder Barbalho, e do Turismo, Marx Beltrão, além do governador Renan Filho (PMDB) e do senador Renan Calheiros (PMDB). Conforme Helder Barbalho, o importante é ampliar ações para aumentar o número de carros-pipa e as cisternas, como já defendeu o próprio presidente Michel Temer. Os pronunciamentos dos deputados Ronaldo Medeiros (PMDB) e Jó Pereira (PMDB) vieram como apartes ao pronunciamento inciado pelo deputado Inácio Loiola (PSB). Ao repercutir a visita que fez aos municípios ribeirinhos do Rio Mundaú, ele questionou a ausência da Secretaria de Agricultura e do Meio Ambiente na região para adoção de medidas mais enérgicas. ?Até o momento as secretarias não estiveram por lá para apresentar soluções ou alternativas para a estiagem, que está sendo considerada uma das mais severas. A seca tem atingido não só o sertão, mas o agreste e a zona da mata?, destaca Loiola. O primeiro a se pronunciar foi o deputado Francisco Tenório (PMN), que é do grupo da minoria da ALE, vota com o governo, mas também assume posturas independentes e já chegou até a ensaiar discurso de oposição. Segundo ele revelou, na cidade de Chã Preta ? onde é pecuarista ? vizinhos têm se queixado que têm tido perdas de criações de gado por conta da falta de água. Em sua avaliação, o Rio Mundaú está completamente ?morto? e dificilmente será recuperado. Ele propôs uma audiência pública para discutir a situação da seca para tentar ?salvar? o rebanho leiteiro e de corte do Estado, para que se encontrem soluções. De acordo com números apresentados pelo deputado Inácio Loiola, o governo federal gastou R$ 104 milhões nos últimos seis anos, com ações de combate à seca, mas tudo sem planejamento.