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Protestos contra reforma levam sindicatos �s ruas

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Milhares de pessoas saíram às ruas de Maceió, ontem, durante uma mobilização nacional contra as regras propostas pelo governo federal, a reforma da Previdência. Em Alagoas, além da capital, cinco municípios, Arapiraca, Delmiro Gouveia, União dos Palmares, Novo Lino e Teotônio Vilela registraram manifestações. Na Grande Maceió, segundo estimativa da Polícia Militar (PM), cinco mil manifestantes tomaram às ruas do centro. O protesto fez parte da programação do Dia Nacional de Luta contra a Reforma da Previdência Social, que paralisou diversos serviços em todo o Brasil. De início, o grupo se concentrou na Praça dos Martírios, de onde seguiu, em caminhada, pelas ruas centrais da cidade e finalizou o ato na Praça Dom Pedro II, em frente ao prédio-sede do Poder Legislativo Estadual, onde chegaram a ocupar a sede regional do Ministério da Fazenda. Entre os manifestantes, rodoviários, professores, estudantes, integrantes da sociedade civil organizada, servidores estaduais e federais, ligados ao Poder Judiciário, saúde, assistência social, Correios, além de movimentos do campo e das mulheres, participaram do ato. O vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em Alagoas, José Cícero da Silva disse que a reforma da Previdência é prejudicial para o País. ?Protestamos contra a privatização das empresas pertencentes ao Estado, ao povo e contra a reforma trabalhista e previdência. As propostas são incoerentes. É uma afronta à sociedade. Estamos dando um recado para os políticos de Alagoas, que se votarem a favor da reforma da Previdência, vão ser denunciados às bases desta posição contrária aos trabalhadores?, disse José Cicero da Silva. Ainda de acordo com José Cicero da Silva, 75% das prefeituras dependem dos repasses do INSS. Em Alagoas, 95% se sustentam com a Previdência e com os recursos do Bolsa Família. ?É inviável comparar o Brasil com países mais desenvolvidos, onde existe uma melhor qualidade de vida. É impossível comparar o trabalhador do campo, do Nordeste e de outras regiões com pessoas de outros países. Nossa expectativa de vida é muito inferior ao que o governo propõe?, ressaltou. Também à frente da mobilização, Consuelo Correia, presidente do Sinteal, fez referência ao movimento nacional denominado greve geral da educação.

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