Política
Empr�stimos s�o sa�da para viabilizar obras
É nas operações de crédito junto a instituições financeiras nacionais e internacionais que Estado e município encontram o caminho para viabilizar projetos que exigem investimentos vultosos. Sem os empréstimos, os projetos dificilmente sairão do papel. Os gestores sabem disso e batem à porta do mercado financeiro para tocar obras estruturantes e de modernização administrativa. Em Alagoas, o governador Renan Filho (PMDB) e o prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), buscam o aporte para emplacar projetos e obras onerosas. Juntos, projetos dos dois entes passam de R$ 1,4 bilhão. O que não quer dizer que o dinheiro chegará aos cofres públicos para ser investido. Há um caminho a seguir. O Estado trabalha com um espaço fiscal para contratação de operação de empréstimo da ordem de R$ 600 milhões, autorizados pelo Tesouro Nacional, enquanto o município opera com um total de R$ 861 milhões (dois deles, com financiamento internacional, convertidos para reais pela cotação do dólar da sexta-feira, dia 17), via empréstimos e a título de contrapartida para a execução de três projetos. O governador Renan Filho afirma que o espaço fiscal de R$ 600 milhões será utilizado sobretudo para ?consolidar a duplicação das rodovias Maceió-Arapiraca e também a estrada de Arapiraca a São Sebastião, para investimentos em segurança pública, no avanço dos Centros Integrados de Segurança Pública [Cisp] e para investimentos em educação, sobretudo a consolidação do Programa Escola de Tempo Integral, que já tem 35 em funcionamento. Nós queremos passar para 50 no ano que vem, quarto ano do programa, já com 10 mil alunos em tempo integral em Alagoas e avançando mais. Esses investimentos serão, na verdade, para consolidar os projetos que já estão em andamento?, informou o governador. A operação de crédito, de acordo com o secretário da Fazenda George Santoro, ?está sendo modelada. Estamos ouvindo o mercado financeiro para ver as opções que nós temos de crédito, taxas. Estamos conversando. Já fomos no BNDES [Banco Nacional do Desenvolvimento) e Caixa Econômica. Estamos em busca das melhores condições e propostas para atender ao que precisamos. É uma operação estruturada, com um claro objetivo de ter um bem palpável no final?, diz, ao citar o que segundo ele ocorria no passado, numa alusão a gestores anteriores a Renan Filho.