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PF apreende documentos em nova opera��o

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Dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas primeiras horas de ontem, em Maceió, por agentes da Polícia Federal (PF) para o primeiro desdobramento da Lava Jato, denominada Operação Satélites, que tem como respaldo os depoimentos dos delatores da Odebrecht homologados no começo deste ano pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os alvos foram uma residência, situada no bairro da Pajuçara, e um estabelecimento comercial, também localizado na parte baixa da cidade. Conforme o superintendente da Polícia Federal em Alagoas, delegado Bernardo Gonçalves, nesta etapa foram recolhidos documentos e mídias digitais, como HDs, celulares e pen drives. ?Foram duas ordens judiciais emanadas do ministro Edson Fachin [relator da Lava Jato no STF]. Estão sendo lavrados os autos de apreensão aqui na sede da Superintendência da Polícia Federal e depois serão levados para a sede em Brasília, que coordena a operação?, disse o superintendente ressaltando que doze policiais federais trabalharam na ação. A operação, que tem como objetivo investigar resquícios dos crimes de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro, foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal e realizada pela PF em conjunto com a Procuradoria-Geral da República (PGR) para cumprimento de 14 mandados em 13 endereços nas cidades de Brasília/DF (2), Maceió/AL (2), Recife/PE (5), Rio de Janeiro/RJ (3) e Salvador/BA (2). De acordo com as primeiras informações divulgadas, os alvos têm envolvimento com os senadores Eunício Oliveira (PMDB-CE), atual presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ex-presidente da Casa, Humberto Costa (PT-PE) e Valdir Raupp (PMDB-RO). ?Os políticos não foram alvos nesta operação. Não houve execução de mandado de busca na casa de nenhum detentor de mandato?, ressaltou Gonçalves, sem entrar em maiores detalhes. Esta etapa se trata da 7ª fase da Operação Lava Jato. De acordo com a Polícia Federal, o nome escolhido, já que foi batizada de Satélite, é devido aos principais alvos gravitarem em torno de pessoas com prerrogativas de foro. Ainda de acordo com o órgão, outras três operações foram realizadas em 2015, duas em 2016 e uma em fevereiro deste ano.

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