Política
MUDANÇA EM REFORMA DIVIDE FUNCIONALISMO
O anúncio do governo federal de que a reforma da Previdência Social atingirá somente servidores federais dividiu opiniões em Alagoas. De um lado, os servidores representados por seus sindicatos, consideram que a medida é uma forma de dividir as classes num momento de mobilização nacional contra a Proposta de Emenda Constitucional 287 que traz novas regras para o sistema previdenciário. De outro, gestores, que consideram que há necessidade de ajustes. No entanto, defendam cautela antes de qualquer mudança. Nesta quinta-feira, 23, às 17h, na sede do Sindicato dos Sindicato Unificado dos Trabalhadores Petroleiros, Petroquímicos, Químicos e Plásticos nos Estados de Alagoas e Sergipe (Sindpetro), o Fórum em Defesa da Previdência se reúne para analisar a íntegra do que as novas medidas anunciadas trazem, avaliar os resultados da mobilização do último dia 15, contra a reforma, e elaborar uma carta aberta à população sobre o posicionamento das mais de 50 entidades que compõem o fórum no Estado. A Gazeta ouviu a opinião de servidores e gestores a respeito do anúncio de Temer. Questionado se tem como separar a reforma geral da Previdência da reforma que caberá a cada estado e município fazer, como propõe agora Temer, o governador Renan Filho (PMDB) afirmou que sim. E disse: ?A avaliação do governo federal é que é mais fácil aprovar. Eu concordo. Vamos avaliar agora qual vai ser o comportamento dos outros estados e checar primeiro qual vai ser o andamento da reforma do governo federal. Ver se vai andar mesmo, qual o caminho que eles vão seguir. Acho que o momento agora para os estados é de cautela e de acompanhamento do caminhar da reforma da Previdência?, pontuou. O prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), declarou: ?O assunto é novo e ainda não nos debruçamos sobre ele. É fato que há necessidade de ajustes na Previdência em todo o País, mas estes ajustes não podem ser feitos com açodamento e, principalmente, jamais podem penalizar os trabalhadores?, afirmou.