Política
Terceiriza��o tumultua rela��es de trabalho
Vitória para a classe empresarial. Derrota para os trabalhadores. A aprovação do texto-base do projeto de lei que autoriza o trabalho terceirizado de forma irrestrita para qualquer tipo de atividade no Brasil colocou as duas categorias em campos ainda mais opostos. Enquanto empresários comemoram a decisão da Câmara dos Deputados, os trabalhadores tentam encontrar uma luz no fundo do túnel. Em Alagoas, a aprovação da terceirização foi comemorada pela classe patronal e mexeu com os ânimos de quem teme pela precarização das relações trabalhistas. ?O prejuízo é incalculável. Talvez seja até irreparável para essa nova geração. A terceirização sem limites, quem votou, mesmo sendo compromisso de bancada, não sabe o que fez?, disse Izac Jacson, dirigente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em Alagoas. Da bancada federal de Alagoas, votaram a favor da terceirização os deputados Arthur Lira (PP), Cícero Almeida (PMDB), Nivaldo Albuquerque (PRP) e Rosinha da Adefal (PTdoB); Givaldo Carimbão (PHS), Paulão (PT) e Pedro Vilela (PSDB) votaram não. JHC (PSB) e Ronaldo Lessa (PDT) não votaram. Lessa informou que se encontra de licença médica desde o dia 14 de março, acometido por problema na coluna, mas afirmou que se na Câmara estivesse seu voto seria contra a terceirização. ?Eles não sabem a consequência desse tipo de voto para a sociedade, para os trabalhadores de hoje e de amanhã. Foi um voto de bancada, mas em perfeita consciência nenhum cidadão daria um voto desse. Se souber o que é terceirização sem limites, ele não vota, por mais pressão que ele receba?, afirmou Izac Jacson.