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Evid�ncias foram levantadas pela CGU

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A CGU realizou esse trabalho em que fez o cruzamento com vários bancos de dados do governo federal e verificou algumas inconsistências que deveriam ser melhor investigadas. ?A maior delas é o que a gente chama de superfaturamento da folha de pagamento da Assembleia Legislativa. O que seria isso? As informações fornecidas ao governo federal e ao Ministério do Trabalho e Emprego, a quantidade de servidores vinculados à Assembleia é muito inferior à quantidade de servidores que vinham recebendo e podem ainda estar recebendo salários pela Assembleia?, esclarece o chefe da PF, delegado Bernardo Gonçalves. Ele diz ainda que ?o Rais (controla a atividade trabalhista) aponta uma discrepância de aproximadamente R$ 150 milhões. Ou seja, R$ 150 milhões em salários em 2010 e 2012 foram pagos a supostos servidores que não constam nos cadastros do Ministério do Trabalho?. ?Em 2010 a Assembleia pagou quase R$ 100 milhões a seus funcionários e de acordo com as informações do Ministério do Trabalho, eles teriam pago apenas R$ 35,8 milhões aos seus servidores. Em 2010, de acordo com os pagamentos feitos pela Caixa, a Assembleia Legislativa tinha 2.433 servidores e nas informações repassadas ao Ministério do Trabalho havia apenas 829 registrados. Dois terços dos servidores da ALE naquela época não eram registrados no Ministério do Trabalho. Tem um segundo ponto, foi que a CGU se aprofundou mais e descobriu que 223 supostos servidores da Assembleia Legislativa estariam recebendo benefícios do Bolsa Família. Ou seja, seriam pessoas carentes recebendo benefícios embora estivessem também recebendo salários da Assembleia Legislativa?, revelou Gonçalves. A CGU aprofundou as investigações e descobriu que 80 dos 223 que recebiam os recursos do Bolsa Família, receberam ao todo R$ 15 milhões. ?Durante as investigações sobre esses beneficiários, verificou-se que se tratava de pessoas realmente carentes, que viviam em condições precárias. Outras 41 disseram que sequer sabiam que eram servidores da Assembleia Legislativa e para elas foram pagos salários no valor de R$ 5 milhões?, acrescenta o chefe da PF. Doze servidores públicos da ALE não tinham sequer registros funcionais no setor de recursos humanos da ALE, são considerados fantasmas. Ainda não há informação sobre quais gabinetes os servidores estão lotados e um dos objetivos das investigações é verificar a quem e a qual gabinete são vinculados esses servidores que receberam Bolsa Família e que alegam não saber que são servidores da Assembleia Legislativa.

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