Política
VOTO EM LISTA FECHADA DIVIDE OPINIÕES EM ALAGOAS
A forma como elegemos os deputados federais, estaduais e vereadores no País pode mudar a partir das eleições de 2018, para um sistema de ?lista fechada?. Se aprovado, o eleitor não mais votará num candidato específico, mas no partido político. A ideia não surgiu de uma hora para outra. Existe em vários países, mas no Brasil ganhou fôlego entre congressistas enquanto a Procuradoria-Geral da República (PGR) finalizava e encaminhava ao Supremo Tribunal Federal (STF) mais um calhamaço de pedidos de investigação contra políticos com foro privilegiado. Quem defende a mudança argumenta que é necessária para tornar as campanhas mais baratas e mais fáceis de fiscalizar. Isso porque as doações de empresas, alvo da Operação Lava Jato, estão proibidas por decisão do STF. Quem se coloca contrário entende que é justamente das operações de combate à corrupção que querem se esconder aqueles que defendem o modelo. A proposta é que o eleitor vote no partido em vez de escolher candidatos avulsos. Os votos são depois distribuídos de acordo com uma ordem de candidatos previamente definida pela legenda. Aí é onde está o xis da questão. Para os contrários à mudança na legislação eleitoral, o modelo favorece tão somente aos caciques da política, que aparecerão no topo da lista, eliminando qualquer chance dos demais candidatos. É o que entende o advogado Henrique Vasconcelos, presidente da Comissão de Direito Eleitoral da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional de Alagoas. ?O eleitor não vai votar no Fulano ou no Sicrano. Ele vai votar em determinado partido e esse partido, nas suas convenções internas, terão uma relação classificatória, até o que permitir a legislação. Atingindo o quociente partidário e eleitoral, o primeiro da lista se elege. Se o partido conseguir atingir duas vagas, o segundo da lista se elege, e assim por diante. O partido começa a ter força. É uma tentativa de massificar as ideologias partidárias. De se fazer com que os partidos fiquem mais próximos ao eleitor?, afirma.