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“Eleitor mediano deve ter dificuldades”

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O cientista político Ranulfo Paranhos faz a análise das vantagens e desvantagens da lista fechada. ?O primeiro elemento é que o eleitor precisa se identificar muito mais com o partido. Agora, imagine a dificuldade que teria o eleitor mediano em se identificar com os partidos no Brasil. Segundo: que candidatos os partidos escolherão para colocar no topo da lista? Ora, seguramente são aqueles dentro do partido que têm mais força?, adverte. A força dentro do partido no Brasil, ressalta Ranulfo, ?não advém da representação junto ao interesse popular, mas daquele que está há muito tempo na legenda, porque ele tem mais dinheiro, conduz o partido, tem um cargo de comando?, afirma. O cientista político e professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) afirma ainda que ?os partidos no Brasil ainda não chegaram a esse ponto de conduzir ou participar de eleições com listas fechadas. Ainda não há identificação do eleitor brasileiro com os partidos políticos?, afirma. Segundo ele, ?as listas fechadas funcionam onde os partidos estão amadurecidos e institucionalizados. Além disso, não há a quantidade de partidos como se tem no Brasil. A França tem cinco partidos atuando, Alemanha, tem sete. Nos países centrais da Europa, onde a lista fechada funciona, os partidos são instituições públicas e sérias?, ele diz. O modelo é adotado em 29 países no mundo. Entre eles estão Espanha, Portugal, Israel, Turquia, África do Sul, Argentina e Uruguai.

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