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Protestos contra reforma param Macei�

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Mais de cem motoristas de ônibus da capital cruzaram os braços e pararam o transporte coletivo na Faixa Azul situada no corredor principal da Avenida Fernandes Lima, localizado nas imediações da Praça Centenário, no bairro do Farol, durante três horas na manhã de sexta-feira (31). A paralisação dos rodoviários faz parte da mobilização nacional contra a Reforma da Previdência, que teve início, em Maceió, por volta das 9 horas, no bairro do Farol, e seguiu até o Centro. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado de Alagoas (Sinttro/AL), a paralisação deixou, aproximadamente, 30 mil usuários sem transporte público. O ato, que foi articulado pelos trabalhadores brasileiros, é uma prévia para a greve geral que irá acontecer no dia 28 de abril, e que serve para mostrar a insatisfação das categorias contra as reformas trabalhista e da Previdência nos moldes do governo federal, como também em repúdio ao projeto de terceirização aprovado pela Câmara, neste mês. Em Alagoas, foram registradas várias manifestações contra a reforma do governo federal. De acordo com a organização, mais de cinco mil pessoas participaram do momento. ?O objetivo é fazer com que o governo federal recue nas reformas da Previdência, trabalhista e na terceirização que ele está querendo fazer e que precariza o trabalho de toda a população. A incidência maior de acidentes de trabalho acontece com as terceirizações, sem contar que eles ganham menos. Não podemos deixar que isso aconteça, não podemos deixar que o governo extinga a Justiça do Trabalho. Isso é uma aberração. Vamos voltar para a senzala novamente e não vamos aceitar que destruam tudo o que os trabalhadores já conquistaram?, disse o presidente do Sindicato dos Rodoviários (Sinttro), Écio Ângelo. Conforme o presidente, a paralisação atingiu quase 20% da frota de ônibus que roda na cidade. ?Isto é só uma prévia, porque o governo tem que recuar. Se o trâmite for aprovado a situação da categoria vai ser mais difícil ainda. Se hoje, um motorista de ônibus recebe em torno de R$ 1.850, com um ticket alimentação no valor de R$ 431,50, com plano de saúde, aí vai aparecer um grande esperto que vai oferecer poucos motoristas, pagando R$ 1.200, com a metade da alimentação. Só vai prejudicar os trabalhadores?, enfatizou o sindicalista.

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