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Hospitais cobram da Sesau repasse de incentivos

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Dois meses após estar à frente da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau), o secretário Christian Teixeira ainda enfrenta problemas para honrar compromissos financeiros da pasta. Ontem, ele foi cobrado pelo Sindicato dos Estabelecimentos de Saúde do Estado de Alagoas (Sindhospital) sobre o atraso no repasse de incentivos às unidades que atendem pelo SUS. De acordo com a categoria, há um atraso no pagamento que ultrapassa os 60 dias. Por conta dessa situação, o presidente do Sindhospital, médico Glauco Manso, explica que, neste momento, há um ?comprometimento direto na situação dos hospitais filantrópicos e não filantrópicos de Alagoas?. De acordo com o dirigente, a situação é crítica e tem causado apreensão, por isso pede que o secretário fique atento ao problema, a fim de evitar o agravamento da crise. ?O atraso acarreta uma série de transtornos às empresas hospitalares do estado, provocando um desequilíbrio muito grande. Pedimos atenção do secretário para essas instituições?, disse Glauco. Na Assembleia Legislativa, ontem, a cobrança em plenário partiu do deputado estadual Rodrigo Cunha (PSDB). Falando em nome dos fornecedores de medicamentos e insumos da Sesau, ele usou a tribuna para cobrar o pagamento por serviços prestados desde o ano de 2014. De acordo com o deputado, pouco antes do início da sessão, pelo menos seis deles estiveram em seu gabinete portando uma vasta documentação que comprovavam que atenderam às demandas da Sesau, porém, continuavam sem receber os valores devidos. Cunha lembrou, ainda, que de acordo com o orçamento aprovado na ALE, há R$ 700 milhões disponíveis para a Sesau, mas que até o momento pouco mais de R$ 2 milhões haviam sido gastos. ?Desde o início de 2015 esses fornecedores estão fechando ruas e estão sofrendo. E não só eles, consequente a população?, disse Rodrigo Cunha. Ele lembrou, também, que durante sessão em que propôs a discussão do problema, a Defensoria Pública do Estado confirmou que a não aquisição dos medicamentos acabam representando compras emergenciais que tornam os valores mais caros. Segundo as informações que colheu, há, no momento, por conta das dívidas com fornecedores, a ausência de medicamentos para doenças graves ou mais simples e até insumos como esparadrapos.

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