Política
Policiais federais podem entrar em greve
Se na Câmara dos Deputados o projeto de Reforma da Previdência avança, no País também aumenta a adesão das categorias profissionais contra a proposta. Dessa vez são os policiais federais que aderiram à posição da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef). A orientação é que em todo o País eles deliberem sobre o estado de greve contra a proposta encaminhada pelo governo e que pode ser votada até junho. Em Alagoas, nesta quarta-feira, a partir das 10h, o dia será de mobilização diante do prédio sede do órgão, no bairro de Jaraguá. Agentes, peritos, delegados, escrivães e papiloscopistas estarão unidos para confirmar a posição da categoria no Estado. Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Federais, o agente Flávio Moreno, o contexto político do País, diante das revelações da Operação Lava Jato, não tem legitimidade para impor mudanças tão profundas. ?A reforma é um confisco da contribuição patronal ao INSS de 20% sobre a folha de pagamento, além da contribuição dos trabalhadores da iniciativa privada e do servidores?, disse o presidente da entidade. Ele lembrou ser quase impossível que, para obter o teto da previdência, o trabalhador brasileiro tenha que contribuir por 49 anos sem interrupção. ?Um governo com nove ministros e com o apoio de um Congresso com centenas de parlamentares envolvidos nas denúncias da Lava Jato e casos de corrupção não tem legitimidade moral e ética de retirar direitos consagrados na Constituição Federal?, completou Flávio Moreno. Conforme a estratégia adotada pela categoria, que atualmente é referência nacional, além de se juntar a outras também contrárias a reforma, é importante que a população também se manifeste cobrando a posição dos seus parlamentares.