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Supremo pro�be que policiais entrem em greve

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Decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que declara inconstitucional o direito de greve de servidores públicos de órgãos ligados à segurança foi recebida em Alagoas como uma tentativa de intimidação aos trabalhadores da área. A decisão foi tomada ontem por 7 votos a 3 dos ministros da Suprema Corte e deverá ser seguida, a partir de agora, por todas as instâncias da Justiça. No Estado, dirigentes sindicais afirmaram que não recuarão em suas mobilizações. ?Essa é uma clara tentativa de desestabilizar os policiais, mas não vão nos intimidar. O policial é um trabalhador como outro qualquer neste País. Uma medida como essa representa um retrocesso. Voltamos ao tempo da mordaça. O governo sabe o poder da segurança pública neste País e tenta intimidar?, afirma Wellington Pereira da Silva, presidente da Associação dos Cabos e Soldados da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros de Alagoas. Ele considera que a medida vem como uma forma de barrar o poder de mobilização das categorias policiais e diz que o governo federal tenta jogar a classe numa vala comum. ?Quando fazemos uma mobilização, fazemos dentro da legalidade, porque estamos lutando, por exemplo, contra as precárias condições de trabalho, viaturas que não têm nenhuma condição de estar circulando, coletes vencidos, motoristas inabilitados para dirigir viaturas de emergência; paramos por salários dignos, contra uma carga de trabalho exaustiva, que chega a 190 horas por mês, enquanto o servidor em geral cumpre 40 horas semanais?, diz Wellington Pereira. O militar entende que a decisão do STF só vai fortalecer os governadores e, no caminho inverso, irá enfraquecer a sociedade, ?que não vai ter segurança digna nunca. É da nossa luta que vêm as conquistas para a segurança no Estado?, afirma, ao ressaltar que em Alagoas, a prova de fogo será no mês de maio, data-base dos servidores estaduais, incluindo os policiais. ?No início do governo de Renan Filho [PMDB], diante da situação econômica do País, fizemos um acordo que não iríamos reivindicar nada além do que a recomposição do IPCA [Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo] até 2018. Porém, há dois anos estamos sem nenhum reajuste. Temos 17,63% de recomposição do IPCA para receber. Em 2015, a perda foi de 10,67% e em 2016, de 6,29%. Dessa recomposição, a categoria não abre mão?, disse.

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