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Nova base curricular cria pol�mica

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A terceira e última versão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), para os ensinos privados e públicos, foi publicada oficialmente pelo Ministério da Educação (MEC), na última quinta-feira, 6, com remoções a menções à orientação sexual e identidade de gênero. A edição provocou reações de educadores devido à atribuição fundamental do documento para a redução da desigualdade na educação do País. O documento da Base Curricular havia sido enviado à imprensa, previamente, na última quarta-feira, para que jornalistas lessem as 396 páginas antes das últimas edições e da publicação oficial. Ao ser divulgada a versão finalizada, cinco menções à identidade de gênero e orientação sexual haviam sido retiradas. De acordo com o MEC, as remoções ocorreram devido à edição do documento que previu a retirada de termos que causassem redundância. Porém, a remoção causou desconforto para profissionais da educação, como foi o caso de Célia Capistrano, vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal), e Sandra Regina da Paz, pedagoga e pró-reitora de graduação da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Segundo Célia Capistrano, a retirada dos termos reforça os discursos de intolerância e prejudica a formação dos jovens. ?Essa atitude só reforça o discursos dos fundamentalistas. Acredito que seja um prejuízo para o desenvolvimento da educação porque isso inibe a discussão dos temas em sala de aula. Muitos fundamentalistas acham que queremos incentivar a prática sexual. Mas nós, educadores, temos apenas a função de avançar nas questões de gênero para que haja respeito ao próximo. Para que as crianças aprendem a respeitar qualquer pessoa?, explica a professora. Sandra Paz reforça esse pensamento e reitera que posicionamentos que não incentivam o respeito tendem a contribuir com a violência e o desrespeito às mulheres. *SOB SUPERVISÃO.

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