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Maior receio � a perda de vencimentos

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Do ponto de vista dos trabalhadores, mesmo com a retirada temporária do debate dos servidores públicos estaduais e municipais, ainda há desinformação, aliada a desconfiança. O maior temor é quanto à possibilidade de perda da aposentadoria especial. A única certeza é lutar para a manutenção de direitos. Foi o que deixou claro a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Alagoas (Sinteal), professora Maria Consuelo. ?A aposentadoria especial para o magistério, da educação básica, é de 25 anos de contribuição e 50 anos de idade, para mulheres. Para os homens, 30 de contribuição e 55 de idade. Essa questão é para nós primordial, porque todos os dias em sala o dia a dia é difícil. Quem trabalha com creche, passar o dia inteiro, cada dia com material novo e levar trabalho para casa?, detalhou a presidente. Em relação à integralidade e paridade do valor pago às aposentadorias, isso ocorre para quem entrou antes de 2003. Ou seja, o valor pago a quem está na ativa é o mesmo para quem está inativo. Isso vale para quem está submetido ao regime de previdência próprio. ?Sem dúvidas as previdências próprias, em sua maioria, estão quebradas por irresponsabilidades dos governos. A expectativa de vida aumentou e isso faz com que há também municípios que não fizeram cálculos atuariais para atualizar suas previdências (empregado e empregador). Aqui em Alagoas temos deficit?, lembrou Maria Consuelo. Para ela, o conjunto de informações e o modo como o trabalhador tem ficado alijado do processo tem causado apreensão e uma espécie de ?correria? para se aposentar.

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