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Comiss�o da C�mara encontra v�timas de viol�ncia na periferia

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MARCOS RODRIGUES A Comissão Especial da Câmara de Vereadores que investiga denúncias de violência na periferia de Maceió encontrou, ontem, nos conjuntos Carminha, Freitas Neto, Selma Bandeira e na Favela de Lona (Eustáquio Gomes), vítimas das gangues de traficantes que aterrorizam os moradores do complexo habitacional Benedito Bentes. Os relatos foram feitos aos vereadores Marcos Alves (PSB), Thomaz Beltrão (PT) e George Sanguinetti (sem partido). O vereador Joab Nicácio (PSB), mesmo sendo indicado como integrante da comissão, não compareceu. O objetivo do grupo é elaborar um relatório que será encaminhado ao Ministério Público, Secretaria de Defesa Social e ao Conselho Estadual de Segurança. Os relatos confirmaram a existência de grupos que invadem casas e expulsam moradores. A maioria das ações acontecem durante à noite por jovens ligados às galeras que atuam na região. ?Se eu viajar para visitar uma parente e demorar três dias minha casa é invadida?, revelou Damião Freitas da Silva, 35, desempregado. Ele disse ainda que qualquer reação pode resultar até em morte. ?Moro aqui, no Carminha, com minha família e não posso correr riscos. É muita falta de segurança?, lamentou. A aposentada Alaide Maria dos Santos, 58, contou que ela, seu filho e sua vizinha já foram assaltados. ?Eles me atacaram seis e meia da tarde com uma arma na cabeça. Eu estava numa mercearia, dois homens entraram, ameaçou a mim e a proprietária de morte e roubaram o caixa. Já com o meu filho eles invadiram a casa dele e levaram um aparelho de som e a televisão. Na ação ameaçaram sua mulher que estava grávida?, detalhou emocionada. Polícia A maior reivindicação dos moradores é para a criação de um posto policial e para a presença de viaturas permanentemente na área. Eles contaram aos vereadores que quando acionam os policiais é comum a informação para a falta de viaturas. ?Aqui cada um que faça por si e Deus por todos, porque Lei não tem?, desabafou o vigilante Aloízio da Costa Farias, 41. Além disso, a falta de emprego é um dos motivos atribuídos para o aumento da violência na área. A maioria dos moradores são oriundos das favelas do sururu (em Bebedouro), do Jaraguá e do Dique Estrada. ?Como nós vamos sobreviver sem emprego. Tem gente aqui que ainda hoje ainda não comeu um pão sequer. Como a prefeita Kátia Born traz a gente para esse lugar sem opção de sobrevivência??, indagou Manoel dos Santos Silva, 47, desempregado. O presidente da Comissão, vereador Marcos Alves (PSB), disse que a primeira impressão é a de ?caos? em relação à segurança. O relator, vereador Thomaz Beltrão (PT), explicou que o grupo mapeará outras áreas periféricas e em 15 dias fará um documento detalhado sobre a situação da segurança na periferia. Há poucos dias, o governador Ronaldo Lessa disse reconhecer o crescimento da violência no Estado e avicou ter assumido o comando do combate à criminalidade. Uma das medidas foi anunciada ontem: todas as delegacias da Capital vão ficar abertas 24 horas por dia.

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