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Divulga��o de sal�rios revolta servidores na ALE

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A repercussão da auditoria realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) na Assembleia Legislativa Estadual (ALE) voltou a gerar polêmica, na tarde de ontem. Depois que o deputado Rodrigo Cunha (PSDB) publicou em seu site nome, função e valores pagos a servidores aposentados e pensionistas, a entidade que os representa denuncia a exposição. Na lista, cujo link foi publicado na rede social do parlamentar, há servidores aposentados que receberam entre R$ 1.222 até R$ 17 mil, por mês. Boa parte dos valores oscila entre R$ 2.120 a R$ 3.590 ao mês. Os valores mais altos são pagos a procuradores de Estado que haviam sido colocados à disposição da ALE. O único deputado que aparece na lista de aposentados é Gervásio Raimundo, com salário de R$ 3.441. O ex-parlamentar é pai do atual 1° secretário da ALE, deputado Marcelo Victor (PSD). Os demais, por não serem figuras públicas, não terão os nomes revelados pela reportagem. Entretanto, é possível identificar sobrenomes de famílias tradicionais de Alagoas entre os aposentados e pensionistas. Identificada como anexo 4 da auditoria da FGV, a folha com os vencimentos havia sido suprimida na divulgação feita pela própria ALE, no início do mês. Segundo Cunha, a medida foi a maneira que encontrou de cumprir a Lei da Transparência, pois conforme tem denunciado na ALE, o site do poder não traz o detalhamento do que foi pago. O levantamento feito pela FGV já havia gerado polêmica, quando o próprio presidente da ALE, deputado Luiz Dantas (PMDB), revelou que os auditores anunciaram que deveriam ocorrer o desligamento de centenas deles. À época, a afirmação já havia sido considerada prejudicial à imagem da categoria pela presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Poder Legislativo, Zilneide Lages. Para ela, a generalização que foi feita criava uma situação embaraçosa para os servidores que realmente cumprem com suas funções diariamente no Legislativo. Ontem, ao repercutir a atitude tomada por Rodrigo Cunha, ela fez questão de dizer que não é contra a divulgação.

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