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Privatiza��o da Casal � descartada pelo governo

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O governador Renan Filho (PMDB) descartou, ontem, que o Estado vai privatizar a Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal). Durante solenidade no Palácio República dos Palmares, no centro de Maceió, onde foi assinada a ordem de serviço para obras hídricas na capital e no interior, ele disse que sempre manteve a proposta de reestruturar a Casal, e que a ideia de privatização já pairava sobre a companhia antes mesmo dele assumir o governo do Estado, em 2015. ?De maneira que a gente resolveu enfrentar o desafio de reestruturar a empresa e hoje a Casal não está mais à venda. Pelo menos no nosso governo nós não vamos privatizar a Casal, nós vamos atrair capital privado para investir em esgotamento sanitário?. E também que ?no ano que assumimos, ela [Casal] deu um prejuízo muito considerável ao Estado de Alagoas no ano de 2014, de R$ 54 milhões e em 2015, no primeiro ano do nosso governo, nós baixamos para R$ 26 milhões e no ano passado a Casal deu resultado operacional positivo. Isso é um fato muito gratificante, porque permite à empresa fazer investimentos consideráveis?. O governador lembrou que a autorização dos serviços na capital e no interior refletem a continuidade de investimentos da Casal para melhorar o abastecimento de água. Renan Filho anunciou para maio o lançamento do que ele chamou de ?mais arrojado plano de investimento da empresa. Um plano de R$ 100 milhões que a Casal vai realizar investimentos, sendo R$ 50 milhões de recursos próprios da empresa e R$ 50 milhões do Estado de Alagoas, do tesouro?. De acordo com o governo, a medida vai possibilitar levar água para a capital, cidades do Sertão e Arapiraca. Vai, sobretudo, na avaliação do governador, significar o ressurgimento da Casal como empresa pública que ?pode fazer investimento com seus próprios recursos?. O diretor-presidente da Casal, Clécio Falcão, reforçou que as obras em Maceió (recursos na ordem de R$ 185 mil) e Traipu (500 mil) ? de substituição de redes de distribuição de água e remanejamento de ligações domiciliares ? serão executadas pela própria Companhia. ?Essas duas obras são substituição de rede. Ou seja, recuperação de nossos sistemas operacionais que foram sucateados ao longo dos anos. Então temos que fazer um investimento maciço para recuperar esse sistema?, disse Falcão. ?Traipu está preparada para dar sua contrapartida nessa obra. A água é uma questão muito séria e estamos tratando esse assunto com muita firmeza, assim como o governador?, reforça Eduardo Tavares (PSDB), prefeito de Traipu.

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