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Conselho de �tica aprova investiga��o de ACM

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Brasília - O Conselho de Ética do Senado aprovou no início da noite de ontem a abertura de sindicância para investigar o suposto envolvimento de Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) no caso dos grampos telefônicos ilegais descobertos na Bahia. O resultado da votação foi de nove pela abertura e seis contra. Ao final da votação, o presidente do Conselho, Juvêncio da Fonseca (PMDB-MS) reconduzido ontem ao cargo, nomeou o senador Geraldo Mesquita (PSB-AC) como relator da sindicância. O PFL ainda tentou adiar a investigação, alegando que o Conselho deveria aguardar o fim do inquérito da Polícia Federal. No entanto a maior parte dos 15 senadores entendeu que não é necessária a espera. ?O que a PF está fazendo é mais completo que a sindicância pode fazer. Foi um gesto político? Com que conseqüências? É racionalidade que se procura ou são fogos de artifício??, disse o líder do PFL na Casa, José Agripino Maia (RN). A senadora Heloísa Helena (PT), uma as principais defensoras da investigação, disse que o Conselho já deveria ter aberto a sindicância há mais tempo. ?Foi a decisão que já deveria ter sido tomada. Com certeza não haveria ocorrido tantas confusões se a decisão já tivesse sido tomada.? O líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), afirmou que o partido demonstrou que ?não ?partidarizou o caso do grampo, tanto que, dos quatro integrantes da legenda no Conselho, dois votaram a favor e dois contra?. Divergências Entre os tucanos, a posição do líder do partido na Casa, Arthur Virgílio (AM), e os dois integrantes da legenda no Conselho foi divergente. Virgílio disse que pessoalmente era favorável ao adiamento pelo mesmo argumento apresentado pelo PFL. No entanto em conversa com os senadores Antero Paes de Barros (MT) e Sérgio Guerra (PE), ambos disseram que votariam pela abertura da sindicância, decisão que foi ?aceita com tranquilidade? por Virgílio. O presidente do Conselho marcou para amanhã (quinta-feir) uma reunião para traçar a agenda de trabalho do órgão. O primeiro a ser ouvido deverá ser o delegado da PF, Gesival Gomes.

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