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Auditoria da FGV divide Mesa Diretora da ALE

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O repasse ao Ministério Público Estadual (MP) das informações contidas no relatório da auditoria da Fundação Getúlio Vargas (FGV) na Assembleia Legislativa (ALE) divide a Mesa Diretora. Por apontar irregularidades da rotina funcional da ALE, o relatório da auditoria despertou interesse do MP, após revelações feitas pelo próprio presidente da ALE, deputado Luiz Dantas (PMDB). Ontem o tema voltou a ser repercutido pela Gazeta, junto a alguns deputados. A maioria optou por não se posicionar, oficialmente, exceto o vice-presidente da Casa, deputado Francisco Tenório (PMN). ?Defendi desde o primeiro momento que o resultado dessa auditoria fosse encaminhado para o MP, que é um órgão fiscalizador e quer tomar ciência. Até por que percebe-se que a Casa não tomará posições, já que é política e protetora, quanto a irregularidades envolvendo servidores, principalmente os efetivos?, disse Tenório. A postura dele é claramente adversa à do presidente Luiz Dantas, já que ao invés de se antecipar a qualquer ação jurídica do MP ele optou por colocar os dados da auditoria, inicialmente incompletos e depois na íntegra, no site da ALE. Francisco Tenório tem acompanhado a discussão entre o MP e a FGV por meio da imprensa, e que agora se transformou numa ação que tramita na 18ª Vara da Fazenda Pública, para que o texto final seja liberado. ?Sobre isso, não entendo por que o MP não oficializou à Casa um pedido, solicitando o resultado da auditoria. Ao invés disso, preferiu procurar a fundação que foi contratada pela Casa com cláusula de confiabilidade. Não estou entendendo qual é a do MP?, indagou Francisco Tenório. O 1° secretário da Casa, deputado Marcelo Victor (PSD) acredita que é possível haver algum tipo de mediação sobre a questão. Por isso, ele evitou falar sobre o assunto até se informar sobre a possibilidade de uma ação ?político-administrativa? como apontou, no dia anterior, o procurador da ALE, advogado Diógenes Tenório Júnior. Ontem, a assessoria da ALE procurou a reportagem da Gazeta para retificar a informação de que os dados publicados no site da Casa estavam incompletos. ?Num primeiro momento, de fato, havia um trecho suprimido. Mas, no mesmo dia em que foi detectado, tudo foi liberado por determinação da presidência?, informou o setor.

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