Política
Bancada de AL vota contra reforma trabalhista
O primeiro embate do governo federal com a Câmara dos Deputados, para a aprovação da reforma trabalhista, acabou em vitória para o presidente Michel Temer, mas rachou parte de sua bancada de apoio. Tanto que dos nove parlamentares alagoanos, seis votaram contra o texto ? aprovado ao final por 296 a favor e 177 contra. Entre os deputados alagoanos que disseram não à proposta está o deputado federal Cícero Almeida (PMDB). Mesmo sendo da base do governo, informou por meio de suas redes sociais que não iria ficar contra os trabalhadores. ?Analisei tudo e cheguei à seguinte conclusão: não votei contra os taxistas; nunca votei contra os trabalhadores e não seria agora que eu iria votar. Sei da posição do meu partido, respeito a dos meus colegas, mas quero deixar aqui o compromisso, nesta votação, de que tenho que votar com os trabalhadores?, disse Almeida, antes mesmo de declarar o seu voto. Quem também se rebelou contra a base do governo foi o deputado Givaldo Carimbão (PHS). Duas semanas antes, ao lado dos deputados Ronaldo Lessa (PDT) e Paulo Fernando dos Santos, o Paulão (PT), ele já havia se manifestado contra as reformas propostas pelo governo federal. Na última quarta-feira, optou por inovar e filmou o momento de seu voto, confirmando que estava votando contra a reforma. ?Estou votando ?não? para defender os interesses do Brasil e de Alagoas?, disse Carimbão. Ronaldo Lessa foi um dos que tentou fechar questão com toda a bancada. Conseguiu apoios importantes, como o da deputada Rosinha da Adefal (PTdoB), que mesmo na condição de suplemente do governista Marx Beltrão (PMDB), atual ministro do Turismo, também reagiu contra o governo federal. Por isso, pode inclusive ser substituída, durante a votação da Reforça da Previdência, pelo menos por um dia, já que o presidente Temer já acenou com essa possibilidade para garantir votos favoráveis. João Henrique Caldas, o JHC (PSB), também optou por ter uma postura independente. Ele fechou com a orientação do partido e também votou contra.