Política
Mobiliza��o come�ou logo cedo na capital
Maceió amanheceu diferente. Mobilizações e discursos inflamados tomaram conta das principais avenidas da capital que se vestiram contra as reformas impostas pelo governo federal que afetam trabalhadores brasileiros. O dia 28 de abril é, para os movimentos sociais, um importante momento de iniciar uma luta contra as mudanças que são decididas em Brasília. Cerca de 300 trabalhadores ? segundo estimativa da Polícia Militar ? de áreas como educação, movimentos sociais e estudantes fecharam as duas vias da Avenida Fernandes Lima, no Farol, em Maceió, contra as reformas da Previdência e Trabalhista (aprovada no plenário da Câmara na última quarta-feira). Nessa sexta-feira (28), na frente do Centro Educacional de Pesquisa Aplicada (Cepa), bandeiras e gritos de repúdio pediam a saída do presidente da República Michel Temer (PMDB). ?Fechamos rodovias e tivemos diversas categorias que paralisaram as atividades. Todos estamos mais conscientes. Essas medidas que estão sendo tomadas agora, depois teremos de pagar a conta?, afirma Débora Nunes, coordenadora nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST). Marcos Antônio da Silva, o Marrom, líder do Movimento Via do Trabalho (MVT), acredita que o dia de paralisação será apenas o início de uma grande greve. ?Tivemos fechamento de vias onde nem imaginávamos e isso acabou nos surpreendendo. Estou otimista que esse é um importante momento?, diz. Célia Capistrano, vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal), avalia que os trabalhadores ? todos eles ? deveriam ?arregaçar as mangas? e lutar pelos diretos adquiridos. ?Não devemos ficar de braços cruzados, senão vamos trabalhar até morrer?, disse, referindo-se à reforma da Previdência.