Política
Ato pelo 1� de Maio leva 10 mil pessoas � orla
O 1º de Maio foi marcado por atos públicos contra as reformas trabalhista e Previdenciária em Maceió. No final da manhã de ontem, integrantes de centrais sindicais e movimentos de trabalhadores rurais saíram às ruas da capital em protesto contra as medidas propostas pelo governo do presidente Michel Temer. Os trabalhadores se concentraram no Posto 7, na Praia de Jatiúca, e saíram em caminhada em direção ao antigo Alagoinhas, na Ponta Verde. Os organizadores estimam que cerca de 10 mil pessoas aderiram ao protesto. Já integrantes do Gerenciamento de Crises da Polícia Militar apontam a participação de 5 mil pessoas. Além de protestar contra as reformas que tramitam no Congresso Nacional, como aconteceu na última sexta-feira, 28, quando cerca de 12 mil pessoas saíram às ruas de Maceió, o grupo criticou o que classifica como ?precarização da educação e da saúde? e contra o fechamento de agências da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. ?Infelizmente, no Brasil, nós não temos motivo para comemorar o dia 1º de maio. Temos, sim, motivos para vir às ruas para reivindicar e protestar contra a retirada de direitos que está tramitando no Congresso. A gente sabe que o interesse do governo federal é o interesse do capital, dos empresários, e não o interesse do trabalhador?, destacou Rilda Alves, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT). LUCRO EMPRESARIAL De acordo com ela, embora o governo federal afirme que as reformas vão alavancar a economia, na prática, elas devem reduzir os direitos dos trabalhadores e aumentar o lucro do empresários. ?Por isso, nós estamos aqui para dizer não à reforma da Previdência, não à reforma trabalhista e não à terceirização?, observou. O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura, Genivaldo Oliveira, criticou a possibilidade de alteração do regime especial para aposentadoria de trabalhadores rurais e classificou as reformas como um retrocesso. Segundo ele, com as mudanças propostas, os trabalhadores serão bastante prejudicados. ?Hoje seria um dia para estarmos comemorando, mas, infelizmente, com esse pacote que o governo federal enviou para o Congresso, nós não poderíamos deixar de sair às ruas para pedir o apoio da população, porque esse pacote praticamente acaba com a aposentadoria do homem e da mulher do campo. Nós começamos cedo e enfrentamos as intempéries do tempo. Não podemos esperar mais para se aposentar?, afirmou Genivaldo Oliveira.