Política
Munic�pio aporta at� R$ 5 mi por m�s na Previd�ncia
Durante vistoria às obras de drenagem e pavimentação em Bebedouro, ontem, o prefeito Rui Palmeira (PSDB) comentou sobre a urgência de dar andamento às reformas discutidas em Brasília e revelou que o Município tem que aportar, mensalmente, na ordem de R$ 3,5 milhões a R$ 5 milhões para cobrir os gastos com a Previdência. Para amenizar esse impacto na gestão, o prefeito afirma que vai encaminhar propostas à Câmara Municipal na tentativa de equilibrar os fundos previdenciário e financeiro. Rui Palmeira destaca que as reformas da Previdência e Trabalhista são necessárias, mas como não exerce mandato no Parlamento Federal, não conhece detalhes dos projetos. ?Se não for feita alguma coisa agora, no futuro próximo nós vamos ter problema. Não sei se o que está posto hoje é o melhor para o país. Nós temos hoje um grande problema, por exemplo, na Previdência do Município. Todo mês o município de Maceió tem que aportar entre R$ 3,5 milhões e 5 milhões para fechar as contribuições da Previdência?. Segundo o prefeito, o valor aportado representa muito dinheiro para a realidade de Maceió, mesma situação de outros municípios brasileiros. ?Alguma coisa tem que ser feita, mas agora precisa frear esse rombo previdenciário que numa hora vai estourar. É algo que nos aflige e aos municípios que têm regime próprio de Previdência. Está todo mundo muito preocupado com isso?, declara Palmeira. Rui Palmeira revelou que, só no ano passado, Maceió teve que alocar em torno de R$ 60 milhões para conseguir custear a Previdência. ?Sai do Tesouro Municipal para o Instituto de Previdência porque a conta não fecha, então a gente tem algumas propostas e medidas para encaminhar para a Câmara Municipal nos próximos dias, visando equilibrar os nossos fundos previdenciário e financeiro para que não tenhamos problemas agora e no futuro próximo?, disse. O prefeito garantiu que as medidas a serem tomadas não vão afetar o servidor e que o aporte feito para cobrir a Previdência poderia ser utilizado em obras e ações importantes para os maceioenses. ?Nem vamos aumentar a alíquota do servidor do município. O que a gente quer fazer é reequilibrar os fundos. Num deles, o Previdenciário, que temos servidores mais antigos, nós temos o deficit que vai R$ 3,5 milhões a 5 milhões por mês e no fundo financeiro nós temos R$ 220 milhões e gastamos apenas com 50 aposentados nesse fundo que são servidores que entraram de 2004 para cá?. Acrescentou ainda que ?então nós queremos fazer um reequilíbrio desses fundos obviamente respeitando a questão atuarial. Nós temos um estudo do Banco do Brasil contratado pelo Município para fazê-lo e esperamos com esse reequilíbrio fazer com que o Município pare de fazer todo mês esse aporte que é muito alto para o Município. Pesa muito e é um dinheiro que a gente poderia estar fazendo obra, investimento em educação, saúde e infraestrutura?.