Política
Temer pune deputados de AL com perda de cargos
Em todo o Brasil, os deputados federais considerados da base do governo e que se rebelaram na votação da Reforma Trabalhista estão sendo punidos pelo presidente Michel Temer. Considerados ?infiéis?, os parlamentares estão perdendo os ?apadrinhados políticos? na estrutura do governo federal. Em Alagoas, quatro dos nove deputados federais teriam ido contra a recomendação do Palácio do Planalto, segundo a imprensa nacional. O deputado Cícero Almeida (PMDB) foi o primeiro a perder os cargos. Givaldo Carimbão (PHS), Rosinha da Adefal (PTdoB) e Ronaldo Lessa (PDT) também são considerados ?infiéis? pelo presidente. Na semana passada, a maioria da bancada alagoana votou contra a Reforma Trabalhista. Do grupo de nove parlamentares, apenas os deputados Arthur Lira (PP), Nivaldo Albuquerque (PRP) e Pedro Vilela (PSDB) votaram a favor do projeto, acreditando, segundo eles, que a matéria trará melhores benefícios ao trabalhador brasileiro. De acordo com Cícero Almeida, ele prefere estar de consciência tranquila e ao lado do trabalhador do que votar numa proposta que traz diversas consequências negativas para milhões de brasileiros. ?Acredito que o trabalhador tem que ficar ao lado de quem trabalha, por isso me posicionei de forma contrária e assim vou seguir. Respeito a reação dele [Temer] contra mim, mas ele não tem nada a perder. Já está garantido aos 70 anos. Nós, parlamentares, temos que trabalhar pela juventude e por quem ainda está trabalhando. Vou continuar votando seguindo o que acredito como deputado. É a minha posição?, expôs Almeida. Os deputados Givaldo Carimbão e Ronaldo Lessa negaram ter indicações na estrutura do Poder Executivo Federal. Segundo Carimbão, aliados seus estiveram no comando da Codevasf e na Sudene durante os governos de Lula e Dilma, mas assim que Temer chegou ao Planalto eles foram retirados. Carimbão lembrou ainda que não tem nenhuma relação peemedebista. ?Eu fui contra o pedido de impeachment de Dilma Rousseff?, lembrou.