Política
Previd�ncia � o principal gargalo do Estado e exige cautela fiscal
Cautela, mesmo em meio ao crescimento econômico, tem sido a palavra de ordem, principalmente quando o assunto é Previdência. É aí que está o gargalo não só para Alagoas, mas para todo o País, segundo afirma o secretário George Santoro. ?Temos um deficit previdenciário que consome cerca de 13% da nossa Receita Corrente Líquida. Só para se ter uma ideia, entre outubro e janeiro, em torno de 800 servidores se aposentaram. Então, é um problema que temos que ficar permanentemente monitorando, que gera cuidados para nós?, revela o dirigente do Fisco. O secretário estadual da Fazenda afirma que é preciso se preocupar ?e traçar planos, de médio e longo prazos porque a gente não pode tomar decisões baseadas numa situação financeira boa agora, para não comprometermos o futuro, daqui a dois, três anos?. DEFICIT A Previdência de Alagoas, segundo Santoro, ?como a de quase todos os estados, tem uma situação muito sensível, porque o débito tem crescido muito rápido, a uma taxa talvez de 10% ao ano?. O deficit da Previdência no Estado este ano, de acordo com ele, é de R$ 1,1 bilhão?. Esse é o grande problema do País, destaca o secretário. ?É um problema que todos os entes públicos estão vivendo. Um debate permanente, uma atenção especial, porque a população está envelhecendo, os servidores estão envelhecendo?. Qual é o debate que nós temos que enfrentar para sair dessa situação??, ele indaga, e responde: ?Temos que discutir a melhor produtividade do serviço público, a aplicação de novas formas de gestão pública para que a gente consiga ter uma melhor performance e contratar servidores naquelas funções essenciais do serviço público para não pressionar em demasia o caixa. Ou seja, nós temos que contratar servidores nas funções essenciais, como a segurança pública, professores, auditores fiscais?.