Política
QUATRO ANOS DEPOIS, PROTESTOS DE 2013 AINDA ECOAM EM AL
Há quase quatro anos estudantes de todo o Brasil, assim como os de Maceió, tomaram às ruas para protestar contra o aumento de R$ 0,20 centavos nas passagens de ônibus. Naquela oportunidade, início do mandato do prefeito Rui Palmeira (PSDB), e no calor das mobilizações nacionais, pouco mais de 11 mil estudantes endossaram o movimento. A pauta, que começou contra o aumento da passagem, também deu força e se alinhou com as reivindicações para o ?passe livre?. Foi nesse momento que também ganharam visibilidade, no País, os black blocs, que participavam dos protestos com máscaras ou rostos cobertos com lenços. Em Maceió, o enfrentamento mais sério ocorreu nas imediações do Cepa, quando durante o fechamento da entrada do complexo educacional e da interdição da Avenida Fernandes Lima um servidor de cargo comissionado do município tentou furar o bloqueio e puxou uma arma contra a multidão. Quatro anos depois, aquelas passeatas que ocorriam semanalmente, quase sempre convocadas pelas redes sociais, só se igualaram em termos de número com as que ocorreram em defesa do impeachment de Dilma Roussef. Com motivações diferentes e organizadas por articuladores distintos de organizações como a UNE, UJS e Ubes, parte da população que vestia verde e amarelo se dizia apartidária e lançava mão das cores verde e amarelo. As pautas distintas, porém, só tinham em comum o fato da massividade dos protestos. A escolha dos atos contra Dilma Rousseff também tinham o diferencial de ocorrerem sempre aos finais de semana e, ao contrário do Centro, tomavam a orla de Maceió. Sem querer entrar no mérito dos movimentos, pois tinham identidades próprias, cada um com bandeiras antagônicas, a Gazeta buscou ouvir alguns personagens que viveram aquele período. A principal dúvida era tentar contextualizar por que para os atos contra as reformas propostas pelo governo Temer, com impacto muito mais amplo, o número de manifestantes não tem sido maior.