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“N�o podemos aceitar algo obrigat�rio”

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Dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social e Trabalho no Estado de Alagoas (Sindprev), Cícero Lourenço é taxativo ao dizer que a categoria não apoia nenhuma medida que estiver contida no pacote da reforma trabalhista do governo de Michel Temer, mas afirma que o sindicato é favorável ao fim do imposto sindical compulsório. ?Desde quando a CUT foi fundada, em 1983, e até hoje, os sindicatos a ela ligados são contra a forma da contribuição sindical através de imposto. Como a gente defende um sindicato autônomo de patrão, de governo, de partidos, ou seja, um sindicato independente, não podemos aceitar um imposto obrigatório?, afirma Lourenço. Para ele, a forma de contribuição pela classe trabalhadora para os sindicatos deve se dar através de suas contribuições mensais e a voluntária, que você discute com a classe trabalhadora quanto ela quer contribuir por ano para que o seu sindicato tenha mais força, mais independência do patrão. Que seja uma contribuição negociada?, diz, ao ressaltar: ?Somos contra a imposição, mas somos a favor da contribuição negociada. Essa é a nossa bandeira de luta desde 1983?, ressalta Lourenço.

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