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PF indicia 15 pessoas por fraude na Ufal

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A Polícia Federal (PF) em Alagoas desbaratou um esquema criminoso que envolvia servidores públicos estaduais, professores universitários e culminou com o cumprimento, ontem, de 15 mandados de busca e apreensão. Trata-se da Operação Sucupira. Os 15 suspeitos deverão ser indiciados pelos crimes de associação criminosa, corrupção passiva, peculato, lavagem de dinheiro e inserção de dados falsos em sistema de informações. A investigação apontou que foram pagos R$ 108 mil de propina a docentes para facilitar o ingresso e progressão no curso de mestrado em Administração Pública na Universidade Federal de Alagoas (Ufal). O delegado federal Antônio Carvalho, que preside o inquérito policial, informou que a equipe recebeu denúncia e constatou no Portal da Transparência os valores pagos a professores e até a parentes deles, considerados laranjas. ?Tivemos conhecimento por meio de uma matéria publicada no [site] Diário do Poder que estaria havendo um conluio, uma suposta fraude envolvendo professores do mestrado de Administração Pública da Ufal e servidores públicos. De posse da matéria jornalística, passamos a verificar o Portal da Transparência do Governo de Alagoas e verificamos que naquele portal constam pagamentos e despesas a alguns professores do curso de mestrado e alguns parentes deles?, detalhou o delegado. De acordo com o presidente do inquérito, durante os depoimentos alguns parentes dos professores informaram não serem beneficiários desses recursos que constavam nas informações prestadas pelo Governo do Estado. ?Portanto a gente está conseguindo robustecer a nossa investigação de que, na verdade, houve fraude, sobretudo crime de corrupção passiva por parte de membros do mestrado de Administração da Ufal?, acrescenta Antônio Carvalho. A investigação da Polícia Federal ? que contou com o apoio de agentes de Sergipe e da Paraíba ? aponta que estão envolvidos no esquema sete professores e oito alunos. Estão sendo investigados servidores da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), do Instituto de Tecnologia em Informática e Informação (Itec), da Agência Reguladora de Serviços Públicos de Alagoas (Arsal) e da Agência de Modernização da Gestão de Processos (Amgesp). Questionado pela imprensa sobre o envolvimento de mais gestores no esquema criminoso, o delegado reforçou que o inquérito não tem por objetivo investigar esses órgãos públicos, mas, sim, apurar a conduta de alunos que ocupam cargos nessas pastas.

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