Política
Partidos apostam em doa��es de filiados para custear campanhas
De olho em 2018, quando estará em jogo a disputa pelos cargos de presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais/distrital, os partidos já estão a todo vapor para fechar composições e assegurar o maior número de eleitos em todo País. Um ponto, porém, é considerado o ?calcanhar de Aquiles? para muitos: a proibição do financiamento de campanha por pessoas jurídicas, introduzida pela mais recente reforma eleitoral (Lei nº 13.165/2015), que passou a vigorar no pleito de 2016. Com a proibição, partidos e partidários buscam alternativas para botar a campanha na rua com recursos bem mais limitados e controlados pela Justiça Eleitoral, que tenta frear o chamado caixa 2. Colaboração dos filiados é o que esperam dirigentes das agremiações, como é o caso do Partido dos Trabalhadores (PT). ?Ainda tem muitas indefinições nesse aspecto para a gente traçar um plano mais meticuloso, mas o que se aponta é que vai se ter o fim definitivamente, do financiamento empresarial de campanha, o que é um pleito do PT?, afirma o recém-eleito presidente do diretório estadual do PT em Alagoas, Ricardo Barbosa, ao dizer: ?Nós já definimos isso há muito tempo. Somos contra o privado. Achamos que está na raiz de todos esses problemas que hoje estão sendo apurados em várias operações da Polícia Federal, a Lava Jato. Só que isso é institucionalizado. Daqui para a frente não vai mais existir, como vai ser é que a gente não sabe exatamente?. Segundo ele, as discussões caminham para a criação de um fundo, ?inclusive com valores, se não me engano, de R$ 2 bilhões, reservados para o financiamento público de campanha. Agora não se sabe como vai ser feito, a proporcionalidade e se vai ser feito através desse fundo. De toda maneira, eu acho que a gente tem que se preparar para uma campanha eleitoral diferente das demais e fiscalizando qualquer tipo de prática que vise burlar essa nova forma de financiamento?, destaca.