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‘Falta clima para votar reformas’, diz advogado

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O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (PMDB) passou cinco dias afastado depois que as denúncias contra o presidente da República, Michel Temer vieram à tona. Compareceu no final da tarde de segunda-feira, 22, para dizer que a reforma da Previdência vai ser votada em junho, custe o que custar. Não é o que avaliam especialistas, para os quais o agravamento da crise política no País deve frear as mudanças que o governo federal vinha tentando emplacar a todo custo antes da avalanche de denúncias envolvendo o governo Temer. Rodrigo Maia afirma que entre os dias 5 e 12 de junho, colocará em discussão e votação a reforma da Previdência. Advogados trabalhistas e entidades contrárias à matéria se mobilizam para que isso não ocorra. ?O senador Ricardo Ferraço (PSDB)-ES), que é o relator da reforma trabalhista, já declarou publicamente que não há condições da reforma continuar tramitando. Ele estava suspendendo o curso do processo. No ambiente político em Brasília não tem as mínimas condições para que haja uma discussão sobre a reforma trabalhista nem previdenciária?, afirma o presidente da Associação dos Advogados Trabalhistas do Estado de Alagoas (Aatal), Kleber dos Santos Silva. Para ele, a realidade política atual vivida em Brasília exige que se faça uma rediscussão. ?Precisa que o presidente renuncie, como o Brasil inteiro está pedindo, a OAB nacional, as entidades trabalhistas também caminham na mesma direção. Esperam esse gesto de hombridade dele de renunciar para que a gente possa, a partir daí, rediscutir todo o cenário do Brasil, e não somente das reformas?, afirma o advogado Kleber Santos. O especialista avalia que a crise política pode trazer outros agravantes para a Nação. ?Na verdade, o País está paralisado; o Congresso também aguardando o desdobramento do que o presidente vai decidir pelos próximos dias?. O advogado lembra que Temer ?já está indiciado pelo STF [Supremo Tribunal Federal] na Lava Jato, e o presidente tinha declarado que qualquer ministro que fosse indiciado ele exoneraria. E no caso dele então, que agora virou indiciado? Eu acho que a medida seria ele renunciar, para que o Brasil pudesse, enfim, reabrir essa discussão acerca do seu futuro político. Lá na frente, pode ser que sejam discutidas a reforma trabalhista e previdenciária, mas antes tem que resolver essa questão política mais importante?, considera.

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